RESSIGNIFICAÇÃO DAS PRÁTICAS AVALIATIVAS NA ALFABETIZAÇÃO SOB A PERSPECTIVA INCLUSIVA
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.048-016Palavras-chave:
Avaliação educacional, Alfabetização, Educação inclusiva, Práticas pedagógicasResumo
O presente artigo aborda a ressignificação das práticas avaliativas na alfabetização sob a perspectiva inclusiva, partindo da compreensão de que a avaliação desempenha um papel fundamental no processo de ensino e aprendizagem, especialmente nos anos iniciais da escolarização, sendo historicamente marcada por abordagens classificatórias que nem sempre contemplam a diversidade presente nas salas de aula, o que evidencia a necessidade de repensar suas finalidades e métodos à luz de uma educação comprometida com a equidade. Nesse contexto, o problema que orienta a pesquisa está relacionado à dificuldade de alinhar as práticas avaliativas tradicionais aos princípios da educação inclusiva, considerando os diferentes ritmos e formas de aprendizagem dos estudantes. O objetivo do estudo consiste em analisar, por meio de uma revisão de literatura, como as práticas avaliativas na alfabetização podem ser ressignificadas a partir de uma perspectiva inclusiva, identificando desafios, possibilidades e estratégias que favoreçam a aprendizagem de todos os alunos. Para isso, foi adotada uma abordagem qualitativa, de caráter exploratório, baseada na análise de 14 trabalhos, sendo 5 artigos científicos, 8 livros e 1 documento normativo, publicados entre 1994 e 2022, selecionados em bases como Google Acadêmico e Scielo, utilizando critérios de inclusão e exclusão previamente definidos. Os resultados evidenciam uma convergência entre os autores quanto à necessidade de superação de modelos avaliativos tradicionais, destacando a importância da avaliação formativa, diagnóstica e mediadora como estratégias capazes de promover a inclusão e o acompanhamento contínuo da aprendizagem. Além disso, verificou-se a relevância do papel do professor na condução dessas práticas, bem como a necessidade de utilização de instrumentos diversificados que considerem as singularidades dos estudantes. Também foram identificados desafios relacionados à formação docente, às condições estruturais das instituições e à persistência de concepções tradicionais de avaliação. Conclui-se que a ressignificação das práticas avaliativas na alfabetização é essencial para a construção de uma educação inclusiva, sendo necessário investir na formação de professores e na adoção de estratégias pedagógicas que valorizem a diversidade, contribuindo para a promoção de uma aprendizagem mais equitativa e significativa.
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