RESSIGNIFICAÇÃO DAS PRÁTICAS AVALIATIVAS NA ALFABETIZAÇÃO SOB A PERSPECTIVA INCLUSIVA

Autores

  • Hodac Rosendo Fernandes Autor
  • Alyne Terra de Assis Autor
  • Thays Cristina Rodrigues Cangussu de Freitas Autor
  • Maria José Henrique Santana do Nascimento Autor
  • Boaventura da Silva Leite Filho Autor
  • Eva Aparecida dos Santos Gonçalves Autor
  • Consolata Betânia Richil Rosas Autor
  • Neudson Rosa Gonçalves Autor
  • Antônio José Frutuoso Rodrigues Autor
  • Reuber Araújo Silva Autor
  • Ricardo Augusto Ferraz Borges Autor
  • Idelvan Nascimento da Silva Autor
  • Andressa Beserra Melo Autor

DOI:

https://doi.org/10.63330/aurumpub.048-016

Palavras-chave:

Avaliação educacional, Alfabetização, Educação inclusiva, Práticas pedagógicas

Resumo

O presente artigo aborda a ressignificação das práticas avaliativas na alfabetização sob a perspectiva inclusiva, partindo da compreensão de que a avaliação desempenha um papel fundamental no processo de ensino e aprendizagem, especialmente nos anos iniciais da escolarização, sendo historicamente marcada por abordagens classificatórias que nem sempre contemplam a diversidade presente nas salas de aula, o que evidencia a necessidade de repensar suas finalidades e métodos à luz de uma educação comprometida com a equidade. Nesse contexto, o problema que orienta a pesquisa está relacionado à dificuldade de alinhar as práticas avaliativas tradicionais aos princípios da educação inclusiva, considerando os diferentes ritmos e formas de aprendizagem dos estudantes. O objetivo do estudo consiste em analisar, por meio de uma revisão de literatura, como as práticas avaliativas na alfabetização podem ser ressignificadas a partir de uma perspectiva inclusiva, identificando desafios, possibilidades e estratégias que favoreçam a aprendizagem de todos os alunos. Para isso, foi adotada uma abordagem qualitativa, de caráter exploratório, baseada na análise de 14 trabalhos, sendo 5 artigos científicos, 8 livros e 1 documento normativo, publicados entre 1994 e 2022, selecionados em bases como Google Acadêmico e Scielo, utilizando critérios de inclusão e exclusão previamente definidos. Os resultados evidenciam uma convergência entre os autores quanto à necessidade de superação de modelos avaliativos tradicionais, destacando a importância da avaliação formativa, diagnóstica e mediadora como estratégias capazes de promover a inclusão e o acompanhamento contínuo da aprendizagem. Além disso, verificou-se a relevância do papel do professor na condução dessas práticas, bem como a necessidade de utilização de instrumentos diversificados que considerem as singularidades dos estudantes. Também foram identificados desafios relacionados à formação docente, às condições estruturais das instituições e à persistência de concepções tradicionais de avaliação. Conclui-se que a ressignificação das práticas avaliativas na alfabetização é essencial para a construção de uma educação inclusiva, sendo necessário investir na formação de professores e na adoção de estratégias pedagógicas que valorizem a diversidade, contribuindo para a promoção de uma aprendizagem mais equitativa e significativa.

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Referências

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Publicado

2026-05-07

Como Citar

Fernandes, H. R., de Assis, A. T., de Freitas, T. C. R. C., do Nascimento, M. J. H. S., Leite Filho, B. da S., Gonçalves, E. A. dos S., Rosas, C. B. R., Gonçalves, N. R., Rodrigues, A. J. F., Silva, R. A., Borges, R. A. F., da Silva, I. N., & Melo, A. B. (2026). RESSIGNIFICAÇÃO DAS PRÁTICAS AVALIATIVAS NA ALFABETIZAÇÃO SOB A PERSPECTIVA INCLUSIVA. Aurum Editora, 200-210. https://doi.org/10.63330/aurumpub.048-016

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