INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL COMO MEDIAÇÃO DA APRENDIZAGEM: AUTONOMIA E AUTORREGULAÇÃO DO ESTUDO NA EDUCAÇÃO BÁSICA
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.050-008Palabras clave:
Inteligência Artificial, Autonomia, Autorregulação, Letramento digital, Educação básicaResumen
A expansão da inteligência artificial nos contextos educacionais tem reconfigurado significativamente os modos de estudar, especialmente no ambiente doméstico, onde estudantes passam a interagir com sistemas capazes de produzir respostas, organizar conteúdos e orientar processos de aprendizagem. Este capítulo analisa a inteligência artificial como forma de mediação da aprendizagem, com foco nas implicações para a autonomia e a autorregulação do estudo na educação básica. Fundamentado na teoria histórico-cultural, nos estudos sobre letramento digital e nas discussões contemporâneas sobre inteligência artificial na educação, o texto problematiza as potencialidades e os limites dessa mediação algorítmica. Argumenta-se que a IA pode ampliar repertórios, favorecer práticas investigativas e apoiar a organização do estudo, mas também pode induzir dependência cognitiva, superficialidade informacional e fragilização da autoria. A análise evidencia a necessidade de deslocar o letramento digital instrumental para um letramento digital crítico, capaz de compreender os efeitos sociotécnicos e discursivos da automação. Conclui-se que a formação de estudantes na era da inteligência artificial exige práticas pedagógicas intencionais, éticas e reflexivas, comprometidas com a autonomia intelectual e a formação humana.
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