INCLUSÃO EDUCACIONAL, DIVERSIDADE COGNITIVA E TECNOLOGIAS DIGITAIS: PERSPECTIVAS PEDAGÓGICAS

Autores

  • Gabriella Paiva dos Santos Autor
  • Silvio Bernardino de Oliveira Autor
  • Jacineide Virgínia Borges Oliveira da Silva Santana Autor
  • Leandro Soares Machado Autor
  • Francisco Jario Ribeiro Campos Autor
  • Leticia Pereira dos Santos Autor
  • Francisca Welida Xavier Duarte Autor
  • Gabriela Santos Ribeiro Autor
  • Luana Schorn da Silva Autor
  • Claudia Ferreira Costa Autor

DOI:

https://doi.org/10.63330/aurumpub.035-002

Palavras-chave:

Inclusão educacional, Diversidade cognitiva, Tecnologias digitais, Mediação pedagógica, Educação crítica

Resumo

A presença crescente das tecnologias digitais nos contextos educacionais tem reconfigurado práticas pedagógicas, formas de organização do trabalho docente e modos de compreender a aprendizagem. No âmbito da educação inclusiva, esse movimento adquire contornos específicos ao incidir sobre a escolarização de estudantes com diferentes perfis cognitivos, exigindo reflexão crítica sobre os sentidos atribuídos à tecnologia na promoção da inclusão. Este capítulo tem como objetivo discutir a relação entre inclusão educacional, diversidade cognitiva e tecnologias digitais, a partir de uma perspectiva pedagógica que compreende a tecnologia como mediação, e não como solução automática para desafios historicamente complexos da escola. Ancorado em aportes da pedagogia crítica, da sociologia da educação e dos estudos contemporâneos sobre tecnologias educacionais, o texto problematiza discursos de inovação, personalização e eficiência frequentemente associados às tecnologias digitais, evidenciando seus limites e implicações pedagógicas no contexto da diversidade cognitiva. Dialogando com autores como Freire, Biesta, Selwyn e Holmes e Tuomi, argumenta-se que a integração das tecnologias digitais à educação inclusiva requer intencionalidade pedagógica, mediação docente e compromisso ético com a formação humana. Defende-se que práticas inclusivas mediadas por tecnologias devem priorizar a participação, o reconhecimento das singularidades cognitivas e a justiça educacional, evitando processos de padronização algorítmica, controle e medicalização dos estudantes. Conclui-se que as tecnologias digitais podem contribuir para a ampliação das possibilidades pedagógicas na educação inclusiva, desde que subordinadas a projetos educativos comprometidos com a diversidade, a autonomia intelectual e a centralidade das relações humanas no processo educativo.

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Referências

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Publicado

2026-01-30

Como Citar

dos Santos, G. P., de Oliveira, S. B., Santana, J. V. B. O. da S., Machado, L. S., Campos, F. J. R., dos Santos, L. P., Duarte, F. W. X., Ribeiro, G. S., da Silva, L. S., & Costa, C. F. (2026). INCLUSÃO EDUCACIONAL, DIVERSIDADE COGNITIVA E TECNOLOGIAS DIGITAIS: PERSPECTIVAS PEDAGÓGICAS. Aurum Editora, 11-22. https://doi.org/10.63330/aurumpub.035-002

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