METODOLOGIAS ATIVAS E TECNOLOGIAS DIGITAIS: ENTRE O PROTAGONISMO DISCENTE E A MEDIAÇÃO PEDAGÓGICA
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.035-005Palabras clave:
Metodologias ativas, Tecnologias digitais, Protagonismo discente, Mediação pedagógica, Formação humanaResumen
A ampliação do uso de metodologias ativas articuladas às tecnologias digitais tem ocupado lugar central nos discursos educacionais contemporâneos, sendo frequentemente associada à inovação pedagógica, ao protagonismo discente e à superação de práticas tradicionais de ensino. No entanto, a adoção dessas metodologias exige análise crítica, especialmente quando incorporadas de forma acrítica ou instrumental, descoladas de fundamentos pedagógicos e éticos consistentes. Este capítulo tem como objetivo discutir a relação entre metodologias ativas e tecnologias digitais, problematizando os sentidos atribuídos ao protagonismo discente e à mediação pedagógica no contexto da escola contemporânea. Ancorado em aportes da pedagogia crítica, da filosofia da educação e dos estudos sobre tecnologias educacionais, o texto analisa como metodologias ativas podem tanto favorecer processos formativos emancipatórios quanto reforçar lógicas de responsabilização individual, performatividade e esvaziamento do papel docente. Dialogando com autores como Freire, Dewey, Biesta, Nóvoa, Moran e Selwyn, argumenta-se que metodologias ativas só se constituem como práticas pedagógicas inclusivas e formativas quando articuladas à intencionalidade docente, ao diálogo e ao compromisso com a formação humana. Defende-se que o uso crítico das tecnologias digitais no âmbito das metodologias ativas requer mediação pedagógica consciente, evitando que o protagonismo discente seja reduzido à execução de tarefas ou à transferência de responsabilidades educativas aos estudantes. Conclui-se que a potência pedagógica das metodologias ativas reside menos na técnica e mais na forma como são integradas a projetos educativos críticos, dialógicos e socialmente comprometidos.
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Referencias
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