METODOLOGIAS ATIVAS E TECNOLOGIAS DIGITAIS: ENTRE O PROTAGONISMO DISCENTE E A MEDIAÇÃO PEDAGÓGICA

Autores

  • Fabíola Franco Torres da Silva Autor
  • Augusto Guilherme Teixeira Frutuozo Autor
  • Romylson Leal dos Santos Autor
  • Gabriella Paiva dos Santos Autor
  • Mariza Vasconcelos da Silva Autor
  • Leandro Soares Machado Autor
  • Andreia Vanessa de Oliveira Autor
  • Eledy de Souza Autor
  • Tiago Augusto de Figueiredo Autor
  • Leticia Pereira dos Santos Autor

DOI:

https://doi.org/10.63330/aurumpub.035-005

Palavras-chave:

Metodologias ativas, Tecnologias digitais, Protagonismo discente, Mediação pedagógica, Formação humana

Resumo

A ampliação do uso de metodologias ativas articuladas às tecnologias digitais tem ocupado lugar central nos discursos educacionais contemporâneos, sendo frequentemente associada à inovação pedagógica, ao protagonismo discente e à superação de práticas tradicionais de ensino. No entanto, a adoção dessas metodologias exige análise crítica, especialmente quando incorporadas de forma acrítica ou instrumental, descoladas de fundamentos pedagógicos e éticos consistentes. Este capítulo tem como objetivo discutir a relação entre metodologias ativas e tecnologias digitais, problematizando os sentidos atribuídos ao protagonismo discente e à mediação pedagógica no contexto da escola contemporânea. Ancorado em aportes da pedagogia crítica, da filosofia da educação e dos estudos sobre tecnologias educacionais, o texto analisa como metodologias ativas podem tanto favorecer processos formativos emancipatórios quanto reforçar lógicas de responsabilização individual, performatividade e esvaziamento do papel docente. Dialogando com autores como Freire, Dewey, Biesta, Nóvoa, Moran e Selwyn, argumenta-se que metodologias ativas só se constituem como práticas pedagógicas inclusivas e formativas quando articuladas à intencionalidade docente, ao diálogo e ao compromisso com a formação humana. Defende-se que o uso crítico das tecnologias digitais no âmbito das metodologias ativas requer mediação pedagógica consciente, evitando que o protagonismo discente seja reduzido à execução de tarefas ou à transferência de responsabilidades educativas aos estudantes. Conclui-se que a potência pedagógica das metodologias ativas reside menos na técnica e mais na forma como são integradas a projetos educativos críticos, dialógicos e socialmente comprometidos.

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Referências

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Publicado

2026-02-02

Como Citar

METODOLOGIAS ATIVAS E TECNOLOGIAS DIGITAIS: ENTRE O PROTAGONISMO DISCENTE E A MEDIAÇÃO PEDAGÓGICA. (2026). Aurum Editora, 46-57. https://doi.org/10.63330/aurumpub.035-005