AVANÇOS E DESAFIOS NO DIAGNÓSTICO PRECOCE DA DOENÇA DE ALZHEIMER: O PAPEL INTEGRADO DOS BIOMARCADORES E DA NEUROIMAGEM
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.061-039Palavras-chave:
Biomarcadores, Diagnóstico Precoce, Doença de Alzheimer, Neuroimagem, p-tau217Resumo
A Doença de Alzheimer (DA) é a forma mais comum de demência, caracterizada primariamente pela deposição cerebral de peptídeos beta-amiloides e pela hiperfosforilação da proteína tau (p-tau), processos que se iniciam décadas antes do surgimento dos sintomas clínicos de perda de memória. O diagnóstico precoce é fundamental para a intervenção terapêutica oportuna, mas é complexo devido à sobreposição de sintomas com o envelhecimento normal e outras condições neurodegenerativas. A pesquisa de biomarcadores tem revolucionado o campo, permitindo uma definição biológica da doença. O líquido cefalorraquidiano (LCR) estabeleceu-se como padrão, com a redução de Aβ42 e o aumento de p-tau constituindo a "assinatura" da DA. Contudo, a punção lombar é invasiva e de acesso limitado. Em resposta a essa limitação, os biomarcadores plasmáticos surgiram como uma alternativa promissora e minimamente invasiva, destacando-se o p-tau217, que demonstrou acurácia diagnóstica superior (AUC de 0,94-0,96) e forte correlação com a positividade do PET amiloide. A neuroimagem, por sua vez, complementa a avaliação com a Tomografia por Emissão de Pósitrons (PET), que detecta depósitos de Aβ e tau e hipometabolismo (FDG-PET), e a Ressonância Magnética (RM), que monitora a atrofia cerebral. A integração dessas abordagens, especialmente por meio do sistema A+T+N (Amiloide/Tau/Neurodegeneração), é crucial para uma classificação precisa e para orientar ensaios clínicos, superando os desafios diagnósticos e promovendo um manejo mais eficaz da DA. O futuro do diagnóstico reside na validação de ensaios plasmáticos e na universalização desses métodos.
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