AVANÇOS E DESAFIOS NO DIAGNÓSTICO PRECOCE DA DOENÇA DE ALZHEIMER: O PAPEL INTEGRADO DOS BIOMARCADORES E DA NEUROIMAGEM

Autores

  • Gregório Otto Bento de Oliveira Autor
  • Rosimeire Faria do Carmo Autor
  • Grazieli Aparecida Huppes Autor
  • Luciana Gobbi Autor
  • Lidiane Ferreira da Silva Autor
  • Antônio Alves Urani Autor
  • Janis Pollyane Machado Lopes Magalhaes Autor
  • Pablo Fernandes Balieiro Autor
  • Carlos José Eduardo Loiola de Sousa Autor
  • Camille Silva Florencio Autor

DOI:

https://doi.org/10.63330/aurumpub.061-039

Palavras-chave:

Biomarcadores, Diagnóstico Precoce, Doença de Alzheimer, Neuroimagem, p-tau217

Resumo

A Doença de Alzheimer (DA) é a forma mais comum de demência, caracterizada primariamente pela deposição cerebral de peptídeos beta-amiloides e pela hiperfosforilação da proteína tau (p-tau), processos que se iniciam décadas antes do surgimento dos sintomas clínicos de perda de memória. O diagnóstico precoce é fundamental para a intervenção terapêutica oportuna, mas é complexo devido à sobreposição de sintomas com o envelhecimento normal e outras condições neurodegenerativas. A pesquisa de biomarcadores tem revolucionado o campo, permitindo uma definição biológica da doença. O líquido cefalorraquidiano (LCR) estabeleceu-se como padrão, com a redução de Aβ42 e o aumento de p-tau constituindo a "assinatura" da DA. Contudo, a punção lombar é invasiva e de acesso limitado. Em resposta a essa limitação, os biomarcadores plasmáticos surgiram como uma alternativa promissora e minimamente invasiva, destacando-se o p-tau217, que demonstrou acurácia diagnóstica superior (AUC de 0,94-0,96) e forte correlação com a positividade do PET amiloide. A neuroimagem, por sua vez, complementa a avaliação com a Tomografia por Emissão de Pósitrons (PET), que detecta depósitos de Aβ e tau e hipometabolismo (FDG-PET), e a Ressonância Magnética (RM), que monitora a atrofia cerebral. A integração dessas abordagens, especialmente por meio do sistema A+T+N (Amiloide/Tau/Neurodegeneração), é crucial para uma classificação precisa e para orientar ensaios clínicos, superando os desafios diagnósticos e promovendo um manejo mais eficaz da DA. O futuro do diagnóstico reside na validação de ensaios plasmáticos e na universalização desses métodos.

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Referências

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Publicado

2026-07-24

Edição

Seção

Capítulos

Como Citar

de Oliveira, G. O. B., do Carmo, R. F., Huppes, G. A., Gobbi, L., da Silva, L. F., Urani, A. A., Magalhaes, J. P. M. L., Balieiro, P. F., de Sousa, C. J. E. L., & Florencio, C. S. (2026). AVANÇOS E DESAFIOS NO DIAGNÓSTICO PRECOCE DA DOENÇA DE ALZHEIMER: O PAPEL INTEGRADO DOS BIOMARCADORES E DA NEUROIMAGEM. Aurum Editora (e-Books), 438-451. https://doi.org/10.63330/aurumpub.061-039

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