INCLUSÃO EDUCACIONAL, DIVERSIDADE COGNITIVA E TECNOLOGIAS DIGITAIS: PERSPECTIVAS PEDAGÓGICAS
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.035-002Palavras-chave:
Inclusão educacional, Diversidade cognitiva, Tecnologias digitais, Mediação pedagógica, Educação críticaResumo
A presença crescente das tecnologias digitais nos contextos educacionais tem reconfigurado práticas pedagógicas, formas de organização do trabalho docente e modos de compreender a aprendizagem. No âmbito da educação inclusiva, esse movimento adquire contornos específicos ao incidir sobre a escolarização de estudantes com diferentes perfis cognitivos, exigindo reflexão crítica sobre os sentidos atribuídos à tecnologia na promoção da inclusão. Este capítulo tem como objetivo discutir a relação entre inclusão educacional, diversidade cognitiva e tecnologias digitais, a partir de uma perspectiva pedagógica que compreende a tecnologia como mediação, e não como solução automática para desafios historicamente complexos da escola. Ancorado em aportes da pedagogia crítica, da sociologia da educação e dos estudos contemporâneos sobre tecnologias educacionais, o texto problematiza discursos de inovação, personalização e eficiência frequentemente associados às tecnologias digitais, evidenciando seus limites e implicações pedagógicas no contexto da diversidade cognitiva. Dialogando com autores como Freire, Biesta, Selwyn e Holmes e Tuomi, argumenta-se que a integração das tecnologias digitais à educação inclusiva requer intencionalidade pedagógica, mediação docente e compromisso ético com a formação humana. Defende-se que práticas inclusivas mediadas por tecnologias devem priorizar a participação, o reconhecimento das singularidades cognitivas e a justiça educacional, evitando processos de padronização algorítmica, controle e medicalização dos estudantes. Conclui-se que as tecnologias digitais podem contribuir para a ampliação das possibilidades pedagógicas na educação inclusiva, desde que subordinadas a projetos educativos comprometidos com a diversidade, a autonomia intelectual e a centralidade das relações humanas no processo educativo.
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Referências
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