HESITAÇÃO VACINAL CONTEMPORÂNEA FRENTE AO AVANÇO DAS DOENÇAS IMUNOPREVENÍVEIS: IMPACTOS DA DESINFORMAÇÃO CIENTÍFICA, DAS MÍDIAS DIGITAIS E DA PERDA DA CONFIANÇA PÚBLICA SOBRE A IMUNIDADE COLETIVA E A SAÚDE GLOBAL
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.044-027Palavras-chave:
Desinformação científica, Doenças imunopreveníveis, Hesitação vacinal, Imunidade coletiva, Mídias digitaisResumo
A hesitação vacinal contemporânea configura-se como um importante desafio para a saúde pública mundial, especialmente diante do ressurgimento de doenças imunopreveníveis anteriormente controladas. Este estudo teve como objetivo analisar os impactos da desinformação científica, da influência das mídias digitais e da redução da confiança pública sobre a adesão vacinal e seus efeitos na imunidade coletiva e na saúde global. A metodologia consistiu em uma revisão narrativa da literatura, fundamentada em estudos de autores reconhecidos na área da imunização, comunicação em saúde e comportamento social, publicados em bases científicas nacionais e internacionais. Os resultados demonstraram que a rápida disseminação de informações falsas em ambientes digitais, associada à circulação de conteúdos antivacina e à fragilidade na alfabetização científica, contribui significativamente para o aumento da insegurança vacinal. Além disso, fatores socioculturais, políticos e institucionais influenciam a percepção de risco e a confiança da população em programas de imunização. Conclui-se que a hesitação vacinal representa um fenômeno multifatorial que compromete a cobertura vacinal, favorece o reaparecimento de doenças imunopreveníveis e ameaça a proteção coletiva. Estratégias integradas baseadas em educação em saúde, comunicação científica acessível e fortalecimento da confiança social são fundamentais para a preservação da saúde pública global.
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