MEDICINA CONTEMPORÂNEA E OS DESAFIOS DAS DOENÇAS CRÔNICAS NA TRANSIÇÃO EPIDEMIOLÓGICA GLOBAL
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.034-014Palavras-chave:
Atenção primária à saúde, Doenças crônicas, Medicina contemporânea, Saúde global, Transição epidemiológicaResumo
A medicina contemporânea enfrenta desafios crescentes diante da expansão das doenças crônicas não transmissíveis no contexto da transição epidemiológica global. Essas condições, como doenças cardiovasculares, diabetes mellitus, câncer e doenças respiratórias crônicas, passaram a predominar sobre as doenças infecciosas, especialmente em países de baixa e média renda, conforme descrito por Omran e aprofundado por autores como Marmot e Beaglehole. O objetivo deste capítulo é analisar os principais desafios impostos pelas doenças crônicas à medicina contemporânea, considerando aspectos epidemiológicos, sociais e organizacionais dos sistemas de saúde. A metodologia adotada consistiu em uma revisão narrativa da literatura científica nacional e internacional, com base em publicações da Organização Mundial da Saúde, estudos epidemiológicos globais e artigos indexados em bases como PubMed e SciELO. Os resultados evidenciam que o aumento da longevidade, a urbanização acelerada, as mudanças nos estilos de vida e as desigualdades sociais contribuem significativamente para a carga global dessas doenças, exigindo modelos assistenciais centrados na prevenção, no cuidado contínuo e na abordagem interdisciplinar. Conclui-se que a medicina contemporânea deve avançar para estratégias integradas de promoção da saúde, fortalecimento da atenção primária e políticas públicas intersetoriais, a fim de responder de forma eficaz aos desafios das doenças crônicas na transição epidemiológica global.
Downloads
Referências
BEAGLEHOLE, R.; BONITA, R.; HORTON, R.; ADAMS, C.; ALLEYNE, G.; ASARIA, P. Priority actions for the non-communicable disease crisis. The Lancet, Londres, v. 377, n. 9775, p. 1438–1447, 2011.
BUSS, P. M.; PELLEGRINI FILHO, A. A saúde e seus determinantes sociais. Physis: Revista de Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 17, n. 1, p. 77–93, 2007.
FRENK, J.; GÓMEZ-DANTÉS, O. The triple burden of disease in developing nations. Harvard International Review, Cambridge, v. 33, n. 3, p. 36–40, 2011.
MARMOT, M. The health gap: the challenge of an unequal world. London: Bloomsbury Publishing, 2015.
MENDES, E. V. As redes de atenção à saúde. Brasília: Organização Pan-Americana da Saúde, 2011.
OMRAN, A. R. The epidemiologic transition: a theory of the epidemiology of population change. The Milbank Memorial Fund Quarterly, New York, v. 49, n. 4, p. 509–538, 1971.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Global status report on noncommunicable diseases 2014. Geneva: World Health Organization, 2014.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Noncommunicable diseases. Geneva: World Health Organization, 2023.
ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE. Doenças crônicas não transmissíveis: estratégias de prevenção e controle. Brasília: OPAS, 2020.
PAIM, J. S. O que é o SUS. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2009.
STARFIELD, B. Primary care: balancing health needs, services, and technology. New York: Oxford University Press, 1998.
VICTORA, C. G.; BARROS, F. C.; VAUGHAN, J. P. Epidemiologia da desigualdade: um estudo longitudinal de 6.000 crianças brasileiras. São Paulo: Hucitec, 1988.
WHO COMMISSION ON SOCIAL DETERMINANTS OF HEALTH. Closing the gap in a generation: health equity through action on the social determinants of health. Geneva: World Health Organization, 2008.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.