A INFLUÊNCIA DAS REDES SOCIAIS E DA CULTURA DIGITAL NO ADOECIMENTO PSÍQUICO CONTEMPORÂNEO
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.014-034Palavras-chave:
Redes sociais, Cultura digital, Saúde mental, Adoecimento psíquico, Subjetividade contemporâneaResumo
O presente capítulo tem como objetivo analisar a influência das redes sociais e da cultura digital sobre o adoecimento psíquico contemporâneo, com ênfase em fenômenos como ansiedade, depressão, solidão e dependência digital. A investigação busca compreender de que forma os ambientes virtuais, marcados por hiperconectividade, exposição constante e comparação social, impactam a construção da subjetividade e o bem-estar emocional dos indivíduos. A metodologia adotada baseia-se em uma revisão bibliográfica de caráter qualitativo, abrangendo estudos recentes das áreas da psicologia, sociologia e comunicação. Foram consultados artigos acadêmicos, relatórios institucionais e obras teóricas que discutem a relação entre tecnologia, comportamento e saúde mental, com o intuito de identificar padrões e interpretações recorrentes sobre o tema. Os resultados indicam que o uso intensivo das redes sociais pode potencializar sentimentos de inadequação, isolamento e pressão por desempenho, especialmente entre jovens e adultos conectados. Além disso, a lógica algorítmica das plataformas tende a reforçar ciclos de comparação e validação social, contribuindo para o aumento de sintomas psíquicos relacionados ao estresse e à autoimagem. Conclui-se que o adoecimento psíquico contemporâneo está intrinsecamente ligado à cultura digital, exigindo novas formas de cuidado, regulação e educação midiática. A reflexão crítica sobre o uso das redes sociais e o fortalecimento de vínculos reais surgem como caminhos fundamentais para a promoção da saúde mental em um mundo digitalmente mediado.
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