NEURODIVERSIDADE E PRÁTICAS INCLUSIVAS: O PAPEL DO EDUCADOR NA VALORIZAÇÃO DAS DIFERENÇAS
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.014-048Palavras-chave:
Neurodiversidade, Inclusão escolar, Educação inclusiva, Formação docente, Valorização das diferençasResumo
O Este capítulo aborda a neurodiversidade como um paradigma que reconhece e valoriza as variações neurológicas humanas — como o autismo, TDAH, dislexia e outras condições — não como déficits, mas como formas legítimas de funcionamento cognitivo. A partir dessa perspectiva, discute-se o papel do educador na promoção de práticas pedagógicas inclusivas que respeitem as diferenças e potencializem as habilidades de todos os estudantes. A reflexão parte dos fundamentos teóricos da educação inclusiva, destacando a importância de um olhar sensível e ético sobre as singularidades do aprender. O texto enfatiza que a formação docente deve incluir o conhecimento sobre neurodiversidade e estratégias pedagógicas que assegurem acessibilidade curricular, uso de tecnologias assistivas e metodologias ativas adaptadas às necessidades de cada aluno. O educador é compreendido como mediador essencial no processo de construção de uma cultura escolar plural, empática e democrática, comprometida com a equidade e com o desenvolvimento integral dos sujeitos. Assim, a valorização das diferenças é apresentada não apenas como princípio pedagógico, mas como um ato político de reconhecimento e respeito à diversidade humana.
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