AS MULTIFACETAS DA CULTURA POP: MEDIAÇÕES CULTURAIS, SUBJETIVAÇÃO E RESISTÊNCIA NA CONTEMPORANEIDADE
DOI:
https://doi.org/10.63330/armv2n10-011Palavras-chave:
Cultura Pop, Espetacularização, Indústria Cultural, Subjetivação, Teoria Crítica ContemporâneaResumo
O presente artigo analisa as multifacetas da Cultura Pop na contemporaneidade, investigando seu papel como dispositivo de mediação cultural, produção de subjetividades e arena de tensionamentos disputas hegemônicas. Partindo da premissa de que os artefatos da cultura de massa (cinema, plataformas digitais, quadrinhos e narrativas audiovisuais) preparassem o mero entretenimento passivo para projetarem e constituírem currículos culturais altamente persuasivos, o estudo problematiza a tensão dialética entre a cooptação mercadológica da diferença e seu potencial de resistência política. A fundamentação teórica orienta-se por um denso diálogo crítico entre referenciais contemporâneos da filosofia da cultura, da antropologia da comunicação e da teoria crítica: Michel Foucault, Zygmunt Bauman, Byung-Chul Han, Guy Debord, Gilles Deleuze, Paula Sibilia, Walter Benjamin, Vilém Flusser e Slavoj Žižek. Organizado em seções temáticas aprofundadas, o trabalho examina como o acolhimento crítico da Cultura Pop pode desarmar dispositivos de normalização e edificar subjetividades dissidentes e autônomas. Conclui-se que a cultura de massa contemporânea constitui um contexto contingente de disputa, no qual a crítica à indústria cultural deve ser mediada pelo resgate do valor político da contranarrativa, da desobediência algorítmica e da alteridade de forma contínua.
Downloads
Referências
BAUMAN, Zygmunt. A sociedade individualizada: vidas contadas e histórias vividas. Tradução de José Gradel. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2008
BAUMAN, Zygmunt. Modernidade líquida. Tradução de Plínio Dentzien. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2001.
BENJAMIN, Walter. Magia e técnica, arte e política: ensaios sobre literatura e história da cultura. Tradução de Sérgio Paulo Rouanet. 7. ed. São Paulo: Brasiliense, 1987. (Obras Escolhidas, v. 1).
DEBORD, Guy. A sociedade do espetáculo. Tradução de Estela dos Santos Abreu. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997.
DELEUZE, Gilles. Conversações: 1972-1990. Tradução de Peter Pál Pelbart. Rio de Janeiro: Editora 34, 1992.
FLUSSER, Vilém. Para una filosofía de la fotografía. Traducción: Mariana Dimópulos. Buenos Aires: La Marca Editora, 2015.
FOUCAULT, Michel. A hermenêutica do sujeito: curso no Collège de France (1981-1982). Tradução de Salma Tannus Muchail e Márcio Alves da Fonseca. São Paulo: Martins Fontes, 2004.
FOUCAULT, Michel. Em defesa da sociedade: curso no Collège de France (1975-1976). Tradução de Eduardo Brandão. São Paulo: Martins Fontes, 1999.
HAN, Byung-Chul. Hiperculturalidade: cultura e globalização. Tradução de Gabriel Salvi. Philipson. Petrópolis, RJ: Vozes, 2019.
HAN, Byung-Chul. Sociedade do cansaço. Tradução de Enio Paulo Giachini. 2. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2017.
KLEMZ, Charles. A diversidade humana nas redes sociais digitais: um estudo a partir da teologia. Veranópolis, RS: Diálogo Freiriano, 2025.
KLEMZ, Charles. O rosto de Cristo na diversidade humana das redes sociais digitais. 2023. 177 f. Tese (Doutorado em Teologia) – Programa de Pós-Graduação em Teologia, Faculdades EST, São Leopoldo, RS, 2023.
SIBILIA, Paula. O homem pós-orgânico: corpo, subjetividade e tecnologias digitais. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2002.
SIBILIA, Paula. O show do eu: a intimidade como espetáculo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2008.
ŽIŽEK, Slavoj. Bem-vindo ao deserto do Real!: cinco ensaios sobre o 11 de setembro e datas relacionadas. Tradução de Paulo Castanheira. São Paulo: Boitempo, 2003.
ŽIŽEK, Slavoj. O sublime objeto da ideologia. 1. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2024.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.