ESQUIZOFRENIA E O CUIDADO EM REDE: DESAFIOS DIAGNÓSTICOS, TERAPÊUTICOS E A ATUAÇÃO DA EQUIPE MULTIPROFISSIONAL NOS SERVIÇOS DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.070-003Palavras-chave:
Equipe multiprofissional, Esquizofrenia, Saúde mental, Transtornos psicóticos, Urgência e emergênciaResumo
A esquizofrenia constitui um transtorno psiquiátrico grave, de curso predominantemente crônico e etiologia multifatorial, caracterizado por sintomas positivos, negativos e cognitivos que comprometem substancialmente a funcionalidade e a qualidade de vida do indivíduo acometido. Embora os avanços das neurociências tenham ampliado a compreensão sobre os mecanismos neurobiológicos envolvidos, o diagnóstico permanece eminentemente clínico e o tratamento, ainda hoje, exige abordagem individualizada e continuada. O presente estudo tem por objetivo analisar, à luz da literatura científica contemporânea, os principais aspectos históricos, epidemiológicos, etiológicos, clínicos e terapêuticos da esquizofrenia, com ênfase particular no manejo do paciente em crise psicótica nos serviços de urgência e emergência, bem como no papel desempenhado pela equipe multiprofissional nesse cenário. Trata-se de uma revisão bibliográfica de caráter narrativo e integrativo, fundamentada em publicações indexadas em bases de dados nacionais e internacionais, priorizando estudos dos últimos anos. Os resultados evidenciam que o cuidado eficaz ao paciente esquizofrênico depende de uma rede assistencial articulada, na qual médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais e demais profissionais atuam de forma integrada e complementar. Constata-se, entretanto, que essa equipe frequentemente é subvalorizada institucionalmente, seja pela precarização das condições de trabalho, seja pela fragmentação dos fluxos assistenciais, o que compromete a integralidade do cuidado. Conclui-se que o enfrentamento da esquizofrenia, sobretudo em contextos de urgência, exige investimento em capacitação continuada, fortalecimento das equipes multiprofissionais e superação do estigma histórico que ainda cerca essa condição, de modo a garantir uma assistência mais humanizada, resolutiva e socialmente relevante.
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