A ATUAÇÃO DA EQUIPE MULTIPROFISSIONAL NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA FRENTE AO CÂNCER COLORRETAL: DA PREVENÇÃO AO ENFRENTAMENTO DOS ESTIGMAS SOCIAIS
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.061-058Palavras-chave:
Atenção Primária à Saúde, Câncer Colorretal, Educação em Saúde, Equipe Multiprofissional, Prevenção de DoençasResumo
O câncer colorretal (CCR) configura-se como um dos maiores desafios contemporâneos para a saúde pública global, apresentando uma transição epidemiológica preocupante caracterizada pelo aumento da incidência em adultos jovens e pela persistência de diagnósticos em estágios avançados. O presente artigo científico tem como objetivo analisar a relevância da atuação da equipe multiprofissional na Estratégia Saúde da Família (ESF) voltada à prevenção do CCR e à desconstrução de estigmas sociais. A metodologia adotada consistiu em uma Revisão Integrativa da Literatura, estruturada em seis etapas rigorosas, utilizando bases de dados como SciELO, PubMed e LILACS, além de diretrizes técnicas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Os eixos temáticos exploram a sinergia entre riscos cardiovasculares e oncológicos — o conceito de "solo comum" metabólico —, o protagonismo técnico de enfermeiros, médicos, nutricionistas e psicólogos, e as profundas barreiras culturais que cercam o exame proctológico. Os resultados evidenciam que a Atenção Primária à Saúde (APS) é o cenário primordial para a detecção precoce, contudo, enfrenta entraves significativos decorrentes da baixa literacia em saúde da população e de preconceitos enraizados. A revisão aponta que a população apresenta lacunas informacionais críticas sobre a etiologia da doença e possui perfis de risco marcados pelo sobrepeso e sedentarismo. Conclui-se que a integração de saberes multiprofissionais, sob a égide da Política Nacional de Educação Popular em Saúde (PNEPS-SUS), é indispensável para promover a autonomia dos sujeitos, mitigar o impacto socioeconômico da doença e garantir que o rastreamento ocorra de forma humanizada, transformando o prognóstico do CCR no Sistema Único de Saúde (SUS).
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