INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA EDUCAÇÃO BÁSICA: SUBSTITUIÇÃO DO PROFESSOR OU RECONFIGURAÇÃO DA PRÁTICA DOCENTE?
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.057-025Palavras-chave:
Inovação Pedagógica, Inteligência Artificial, Tecnologias Educacionais, Trabalho Docente, Educação BásicaResumo
O presente estudo tem como objetivo analisar as evidências científicas nacionais e internacionais sobre o papel da inteligência artificial na Educação Básica, discutindo se essa tecnologia representa um mecanismo de substituição do docente ou de reconfiguração de sua prática profissional. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, fundamentada em artigos científicos, documentos oficiais e relatórios publicados prioritariamente entre 2020 e 2026, complementados por referenciais clássicos sobre tecnologias educacionais e formação docente. Os resultados evidenciam que a inteligência artificial não substitui o professor, mas redefine suas funções, deslocando o foco da transmissão de conteúdos para a mediação pedagógica, o desenvolvimento do pensamento crítico, a personalização da aprendizagem, a curadoria de informações e a promoção de competências socioemocionais. A literatura também aponta desafios relacionados à formação docente, à inclusão digital, à proteção de dados, à transparência algorítmica e à utilização ética dessas tecnologias nos ambientes escolares. Conclui-se que a efetividade da inteligência artificial na Educação Básica depende da articulação entre inovação tecnológica, formação continuada, infraestrutura adequada e fortalecimento da autonomia docente, reconhecendo o professor como protagonista dos processos educativos em uma sociedade cada vez mais orientada por tecnologias inteligentes.
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