TRANSIÇÃO TERRITORIAL E EFICIÊNCIA: A SINERGIA ENTRE AS CADEIAS DE GRÃOS E BOVINOCULTURA SOB A ÓTICA DOS DADOS ABERTOS
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.054-004Palavras-chave:
Sustentabilidade, Rastreabilidade, Geoprocessamento, Pecuária de corte, Dados abertosResumo
O avanço do agronegócio brasileiro consolidou o país como um dos principais fornecedores globais de alimentos, impulsionado por expressivos ganhos de produtividade e eficiência técnica na produção de grãos e na bovinocultura de corte onde o crescimento contínuo do setor, contudo, enfrenta o desafio de conciliar o aumento da produção com as crescentes exigências internacionais de sustentabilidade e rastreio. Diante deste cenário, o presente estudo teve como objetivo analisar as conexões globais e os impactos locais da produção agropecuária em regiões polo, investigando os fluxos comerciais e os indicadores de risco de desmatamento associados às cadeias da soja e da carne bovina. Metodologicamente, a pesquisa caracteriza-se como um estudo aplicado, quantitativo e qualitativo, desenvolvido em ambiente de gabinete por meio do levantamento e processamento de dados secundários obtidos no Sistema IBGE de Recuperação Automática e na iniciativa digital Trase onde os resultados evidenciam uma intensa dinâmica de transição territorial na última década, em que a expansão do cultivo de grãos ocorreu de forma concomitante com a estabilização e o adensamento produtivo dos rebanhos bovinos na mesma área de estudo. Sob a perspectiva da governança socioambiental, os indicadores revelam uma tendência de declínio consistente no risco de desmatamento associado à cadeia da soja mas que, em contrapartida, a cadeia da carne bovina apresenta uma redução mais lenta e oscilante, apontando o monitoramento de fornecedores indiretos como o principal gargalo setorial. Considera-se, portanto que o futuro da agropecuária sustentável reside na otimização vertical e no aproveitamento de territórios já antropizados pelo efeito poupa-terra, mitigando passivos ecológicos locais e assegurando a inserção competitiva do mercado nacional frente às exigências ecológicas globais.
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