ARBOVIROSES URBANAS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA: CUIDADO CLÍNICO, VIGILÂNCIA TERRITORIAL E RESPOSTA INTEGRADA NO SUS
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.061-012Palabras clave:
Atenção Primária à Saúde, Arboviroses, Dengue, Vigilância em Saúde, Sistema Único de SaúdeResumen
As arboviroses urbanas permanecem entre os principais desafios sanitários do Brasil por combinarem elevada capacidade de transmissão, sazonalidade, expansão territorial do vetor, manifestações clínicas heterogêneas e forte dependência das condições sociais e ambientais. Este estudo objetiva analisar o papel estratégico da Atenção Primária à Saúde na resposta à dengue, à chikungunya e à infecção pelo vírus Zika, com ênfase na integração entre cuidado clínico, vigilância epidemiológica, vigilância entomológica, educação em saúde e ação intersetorial. Trata-se de estudo teórico-reflexivo, de natureza narrativa, fundamentado em documentos técnico-normativos do Ministério da Saúde e da Organização Pan-Americana da Saúde publicados entre 2023 e 2025. A análise foi organizada nos eixos: complexidade clínica e diagnóstico diferencial; organização do processo de trabalho; vigilância territorial; integração entre agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias; educação em saúde; participação social; e perspectivas para a gestão. Os resultados indicam que a resolutividade da APS depende de planejamento antecipado, estratificação de risco, hidratação oportuna, notificação qualificada, seguimento longitudinal e articulação entre assistência e vigilância. Também se identificam desafios relacionados à diferenciação clínica entre arboviroses, ao acompanhamento das formas crônicas da chikungunya, à atenção às gestantes expostas ao vírus Zika, à interoperabilidade dos sistemas de informação e à persistência de desigualdades socioambientais. Conclui-se que o enfrentamento sustentável das arboviroses requer uma APS fortalecida, capaz de combinar resposta assistencial qualificada, inteligência epidemiológica local, ação territorial e mobilização comunitária, sem restringir sua atuação aos períodos epidêmicos.
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Referencias
BRASIL. Ministério da Saúde. Chikungunya: manejo clínico. 2. ed. rev. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2025c.
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