HANSENÍASE NA ATENÇÃO PRIMÁRIA: VIGILÂNCIA E PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES

Autores

  • Thaisa Silva de Sousa Autor
  • Raicielly Abreu da Silva Autor
  • Pâmela Souza da Cruz Autor
  • Marilene Pereira da Silva Autor
  • Elionara Lima da Silva Autor
  • Daniele Muniz da Costa Autor
  • Thiago Gomes Figueira Autor
  • Amanda Oliva Spaziani Autor
  • Thaísa Artuzo Autor
  • Kaio Genario Ferreira de Melo Autor
  • José Antonio Santos Souza Autor
  • Carlo Frederico Machado de Azevedo Filho Autor
  • Pedro Henrique Oliveira Diniz Autor
  • Vinicius de Lima Lovadini Autor

DOI:

https://doi.org/10.63330/aurumpub.061-013

Palavras-chave:

Hanseníase, Atenção Primária à Saúde, Diagnóstico Precoce, Vigilância de Contatos, Incapacidade Física

Resumo

Este capítulo analisa o papel da Atenção Primária à Saúde na detecção oportuna, vigilância de contatos, tratamento, manejo de reações e prevenção de incapacidades relacionadas à hanseníase no Sistema Único de Saúde. Trata-se de estudo teórico-reflexivo, fundamentado em documentos técnico-normativos nacionais e internacionais sobre hanseníase, vigilância, cuidado clínico e organização da rede de atenção. Os resultados indicam que, embora a hanseníase possua diagnóstico predominantemente clínico e tratamento efetivo disponível no SUS, persistem desafios relacionados ao atraso diagnóstico, à investigação insuficiente de contatos, à insegurança profissional para realização do exame dermatoneurológico, ao manejo de reações hansênicas e à prevenção de incapacidades físicas. Destaca-se que a eliminação da hanseníase como problema de saúde pública não depende apenas da redução de coeficientes epidemiológicos, mas da capacidade da APS de reconhecer precocemente sinais clínicos, articular vigilância territorial, enfrentar o estigma, garantir longitudinalidade e coordenar fluxos com serviços especializados. Conclui-se que o fortalecimento da APS, associado à educação permanente, ao apoio matricial, à qualificação dos registros e à priorização de territórios vulneráveis, é essencial para interromper a transmissão, reduzir sequelas e assegurar cuidado integral, equitativo e humanizado às pessoas afetadas pela hanseníase.

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Referências

BRASIL. Ministério da Saúde. Boletim epidemiológico especial: hanseníase no Brasil, 2015 a 2024. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2026.

BRASIL. Ministério da Saúde. Estratégia nacional para enfrentamento à hanseníase 2024-2030. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2024a.

BRASIL. Ministério da Saúde. Guia prático sobre a hanseníase. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2024b.

BRASIL. Ministério da Saúde. Orientações para uso do teste rápido na investigação de contatos de hanseníase. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2024c.

BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolo clínico e diretrizes terapêuticas da hanseníase. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2022.

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS). Towards zero leprosy: global leprosy (Hansen's disease) strategy 2021-2030. Geneva: WHO, 2021.

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Publicado

2026-06-15

Edição

Seção

Capítulos

Como Citar

de Sousa, T. S., da Silva, R. A., da Cruz, P. S., da Silva, M. P., da Silva, E. L., da Costa, D. M., Figueira, T. G., Spaziani, A. O., Artuzo, T., de Melo, K. G. F., Souza, J. A. S., de Azevedo Filho, C. F. M., Diniz, P. H. O., & Lovadini, V. de L. (2026). HANSENÍASE NA ATENÇÃO PRIMÁRIA: VIGILÂNCIA E PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES. Aurum Editora, 139-146. https://doi.org/10.63330/aurumpub.061-013

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