TERRITORIALIZAÇÃO DO CUIDADO E ADESÃO TERAPÊUTICA NA TUBERCULOSE
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.049-048Palabras clave:
Tuberculose, Atenção Primária à Saúde, Tratamento Diretamente Observado, Adesão terapêutica, SUSResumen
A tuberculose permanece como importante problema de saúde pública no Brasil, especialmente em territórios marcados por desigualdades sociais e vulnerabilidades estruturais. O presente capítulo teve como objetivo discutir criticamente o Tratamento Diretamente Observado no contexto da Atenção Primária à Saúde brasileira, enfatizando sua relação com territorialização do cuidado, adesão terapêutica e fortalecimento das redes de atenção no Sistema Único de Saúde. Trata-se de estudo teórico-reflexivo fundamentado em literatura científica nacional e internacional relacionada ao controle da tuberculose, adesão terapêutica e organização da Atenção Primária à Saúde. Observou-se que o Tratamento Diretamente Observado ultrapassa dimensão estritamente biomédica e configura importante dispositivo territorial de produção do cuidado, exigindo construção de vínculo, acolhimento, longitudinalidade e articulação intersetorial. Além disso, verificou-se que fatores relacionados à pobreza, estigma social, insegurança alimentar, sofrimento psíquico e fragilidade das redes de apoio social interferem diretamente na continuidade terapêutica e na efetividade das ações desenvolvidas pelas equipes da Estratégia Saúde da Família. Conclui-se que o fortalecimento das ações de controle da tuberculose exige ampliação da capacidade resolutiva da Atenção Primária à Saúde, valorização do trabalho multiprofissional e consolidação de políticas públicas comprometidas com integralidade do cuidado e enfrentamento das desigualdades sociais.
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