CAMINHOS PARA A EQUIDADE NA ESCOLA INCLUSIVA: FLEXIBILIZAÇÃO, ADAPTAÇÃO OU TECNOLOGIAS?

Autores/as

  • Franciele Raquel Hickmann Autor
  • Adriana Fernandes Oliveira Autor
  • Renata de Matos Tonim Autor
  • Francisca Rocicleia Lima Moita Autor
  • Thaís Campos de Jesus Rosário Autor
  • Terezinha Carneiro de Sousa Autor
  • Simone Batista Campos Autor
  • Leandro Soares Machado Autor
  • Andreia Vanessa de Oliveira Autor
  • Marcus Vinícius da Silva Autor

DOI:

https://doi.org/10.63330/aurumpub.048-007

Palabras clave:

Educação Inclusiva, Equidade, Flexibilização Curricular, Adaptação Pedagógica, Tecnologias Educacionais

Resumen

A promoção da equidade na escola inclusiva constitui um dos maiores desafios da educação contemporânea, sobretudo diante da persistência de práticas pedagógicas homogeneizadoras que dificultam a participação plena de estudantes com diferentes características, ritmos e modos de aprender. Nesse contexto, termos como flexibilização curricular, adaptação pedagógica e tecnologias educacionais passaram a ocupar espaço central nos discursos e nas práticas escolares. Contudo, embora frequentemente mobilizados como respostas à diversidade, esses conceitos nem sempre são compreendidos em sua especificidade teórica e operacional, o que pode gerar equívocos, simplificações e, em certos casos, novas formas de exclusão. Este capítulo tem como objetivo analisar criticamente esses três caminhos, discutindo seus fundamentos, suas diferenças e suas possibilidades no enfrentamento das desigualdades educacionais. Trata-se de um ensaio teórico, fundamentado em autores da educação inclusiva, das tecnologias educacionais e das políticas públicas, com destaque para Mantoan, Mendes, Glat, Pletsch, Booth, Ainscow, Holmes, Tuomi e documentos da UNESCO. A análise parte da compreensão de que equidade não se confunde com igualdade, pois exige reconhecer as diferenças dos sujeitos sem convertê-las em justificativa para o rebaixamento curricular. Argumenta-se que a flexibilização curricular favorece a diversificação das formas de ensinar e aprender; a adaptação pedagógica pode ser necessária em situações específicas, desde que não comprometa o direito ao conhecimento; e as tecnologias educacionais, inclusive aquelas baseadas em inteligência artificial, ampliam possibilidades de acessibilidade, personalização e participação, mas exigem uso crítico, ético e pedagogicamente orientado. Conclui-se que a equidade na escola inclusiva não decorre da adoção isolada de um recurso ou estratégia, mas de uma reorganização mais ampla da cultura escolar, do currículo e das práticas docentes, voltada à construção de ambientes educacionais mais justos, responsivos e democraticamente comprometidos com a aprendizagem de todos.

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Publicado

2026-04-02

Cómo citar

CAMINHOS PARA A EQUIDADE NA ESCOLA INCLUSIVA: FLEXIBILIZAÇÃO, ADAPTAÇÃO OU TECNOLOGIAS?. (2026). Aurum Editora, 68-80. https://doi.org/10.63330/aurumpub.048-007

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