INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E LETRAMENTO DIGITAL CRÍTICO NA ESCOLA: MEDIAÇÃO DOCENTE, AUTORIA E ÉTICA NA CULTURA ALGORÍTMICA
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.035-023Palabras clave:
Inteligência Artificial, Letramento digital crítico, Educação, Ética discursiva, Mediação docenteResumen
A expansão da Inteligência Artificial nos contextos educacionais tem produzido desafios que ultrapassam o uso técnico de ferramentas digitais, exigindo da escola uma reflexão crítica sobre linguagem, autoria e ética no ambiente informacional contemporâneo. Em uma cultura marcada por conectividade permanente, circulação acelerada de conteúdos e mediação algorítmica, torna-se necessário compreender o letramento digital como prática social e formativa, vinculada à construção da autonomia intelectual e da cidadania. Este capítulo, de natureza teórica, discute as interfaces entre Inteligência Artificial e letramento digital crítico na escola, enfatizando que o simples acesso às tecnologias não assegura apropriação crítica, ética ou consciente. Estudos recentes problematizam a distância entre uso cotidiano das redes digitais e desenvolvimento de competências interpretativas, informacionais e discursivas, reafirmando o papel central da mediação docente na formação de leitores críticos. Além disso, a presença de sistemas generativos capazes de produzir textos e narrativas automatizadas amplia dilemas pedagógicos relacionados à desinformação, ao plágio e à autoria responsável. Diretrizes internacionais apontam que a integração da IA na educação deve subordinar-se a princípios de transparência, justiça e responsabilidade, garantindo que tais tecnologias sirvam ao desenvolvimento humano e não à ampliação das desigualdades. Fundamentado em autores dos letramentos, da cultura digital e da ética discursiva, o texto sustenta que o letramento digital crítico constitui condição indispensável para que a escola enfrente os desafios da cultura algorítmica e reafirme seu compromisso com a formação democrática, ética e cidadã.
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Referencias
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