VIGILÂNCIA MOLECULAR DE VÍRUS EMERGENTES EM FAUNA SILVESTRE USANDO ESTRATÉGIAS DIAGNOSTICAS BASEADAS EM BIOMEDICINA
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.024-026Palavras-chave:
Arboviroses, Ecologia viral, Metagenômica, ZoonosesResumo
A emergência e reemergência de vírus com potencial patogênico para humanos têm sido fortemente associadas à fauna silvestre, que atua como reservatório natural de uma ampla diversidade viral. Nesse contexto, a vigilância molecular representa uma ferramenta estratégica para a detecção precoce, caracterização genética e monitoramento da circulação viral em populações animais, contribuindo para a prevenção de eventos de transbordamento entre espécies. O uso de estratégias diagnósticas baseadas na biomedicina tem ampliado significativamente a capacidade de identificação de vírus emergentes, mesmo na ausência de sinais clínicos evidentes nos hospedeiros silvestres. As abordagens moleculares empregadas nesse tipo de vigilância incluem técnicas de amplificação de ácidos nucleicos, métodos de sequenciamento e análises bioinformáticas, que permitem detectar material genético viral com alta sensibilidade e especificidade. Essas ferramentas possibilitam não apenas a identificação de agentes já conhecidos, mas também a descoberta de variantes genéticas e vírus previamente não descritos. A integração entre diagnóstico molecular, análises filogenéticas e dados epidemiológicos fortalece a compreensão das dinâmicas de circulação viral e dos fatores ambientais que influenciam sua disseminação. A aplicação dessas estratégias em fauna silvestre apresenta desafios relevantes, como a diversidade de espécies amostradas, a variabilidade genética dos vírus e as limitações logísticas associadas ao trabalho de campo. Ainda assim, avanços recentes na biomedicina têm favorecido o desenvolvimento de métodos mais rápidos, sensíveis e adaptáveis a diferentes contextos ecológicos. Além disso, a vigilância molecular contribui para a construção de bancos de dados genéticos que subsidiam ações de saúde pública e políticas de conservação ambiental. Dessa forma, a vigilância molecular de vírus emergentes em fauna silvestre, fundamentada em estratégias diagnósticas biomédicas, configura-se como um componente essencial da abordagem integrada em saúde, promovendo a antecipação de riscos sanitários e o fortalecimento da capacidade de resposta frente a possíveis emergências virais.
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