PNEUMONIA EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA: DESAFIOS NO DIAGNÓSTICO, TRATAMENTO E PROGNÓSTICO

Autores

  • Renato Discacciati Autor
  • Beatriz Pinto de Souza Autor
  • Cláudio Leonardo de Morais Autor
  • Gustavo Richard Ferreira Autor

DOI:

https://doi.org/10.63330/aurumpub.068-064

Palavras-chave:

Pneumonia, Pneumonia associada à ventilação mecânica, Prognóstico, Resistência antimicrobiana, Sepse, Unidade de Terapia Intensiva

Resumo

Introdução: A pneumonia em pacientes internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) representa uma importante causa de morbimortalidade hospitalar, especialmente em indivíduos submetidos à ventilação mecânica, imunocomprometidos ou portadores de doenças crônicas. A complexidade clínica desses pacientes, associada à possibilidade de infecção por microrganismos multirresistentes, dificulta o diagnóstico, o direcionamento terapêutico e a definição do prognóstico. Objetivo: Analisar os principais desafios relacionados ao diagnóstico, ao tratamento e ao prognóstico da pneumonia em pacientes críticos internados em UTI, considerando os aspectos fisiopatológicos, microbiológicos e clínicos envolvidos no manejo dessa condição. Metodologia: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, de caráter descritivo, fundamentada em diretrizes clínicas, consensos científicos e publicações relevantes sobre pneumonia adquirida na comunidade com necessidade de cuidados intensivos, pneumonia hospitalar e pneumonia associada à ventilação mecânica. Desenvolvimento: O diagnóstico da pneumonia em pacientes críticos exige a integração de dados clínicos, parâmetros laboratoriais, exames de imagem e investigação microbiológica. A sobreposição de manifestações clínicas com outras condições, como edema pulmonar, síndrome do desconforto respiratório agudo e atelectasias, pode comprometer a precisão diagnóstica. O tratamento envolve antibioticoterapia empírica orientada pela gravidade, pelos fatores de risco para resistência antimicrobiana e pelo perfil epidemiológico institucional, com posterior ajuste conforme os resultados microbiológicos. O prognóstico depende de fatores como gravidade da insuficiência respiratória, presença de choque séptico, comorbidades, adequação do tratamento inicial e ocorrência de disfunções orgânicas. Conclusão: O manejo da pneumonia em UTI requer abordagem multidisciplinar, diagnóstico oportuno, antibioticoterapia racional, suporte respiratório individualizado e monitoramento contínuo da resposta clínica. A implementação de estratégias de prevenção, o uso criterioso de antimicrobianos e a identificação precoce de complicações são fundamentais para reduzir a morbimortalidade e melhorar os desfechos clínicos.

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Referências

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Publicado

2026-10-27

Edição

Seção

Capítulos

Como Citar

Discacciati, R., de Souza, B. P., de Morais, C. L., & Ferreira, G. R. (2026). PNEUMONIA EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA: DESAFIOS NO DIAGNÓSTICO, TRATAMENTO E PROGNÓSTICO. Aurum Editora (e-Books), 830-836. https://doi.org/10.63330/aurumpub.068-064

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