DOENÇA RENAL CRÔNICA NO DIABETES MELLITUS: DA HIPERGLICEMIA À PERDA PROGRESSIVA DA FUNÇÃO RENAL
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.061-044Palavras-chave:
Albuminúria, Diabetes mellitus, Doença renal crônica, Hiperglicemia, Insuficiência renal, Nefropatia diabéticaResumo
A doença renal crônica (DRC) relacionada ao diabetes mellitus representa a principal causa de insuficiência renal terminal em todo o mundo e constitui uma das complicações microvasculares de maior impacto clínico, econômico e social. Aproximadamente 30–40% dos indivíduos com diabetes mellitus desenvolvem algum grau de comprometimento renal durante a evolução da doença. A nefropatia diabética resulta da interação entre hiperglicemia persistente, alterações hemodinâmicas intrarrenais, inflamação crônica, estresse oxidativo e predisposição genética, culminando em glomeruloesclerose, fibrose túbulo-intersticial e perda progressiva da função renal. Nas últimas décadas, avanços significativos ocorreram na compreensão dos mecanismos fisiopatológicos envolvidos, permitindo o desenvolvimento de terapias capazes de retardar a progressão da doença, especialmente os inibidores do cotransportador sódio-glicose tipo 2 (iSGLT2), os agonistas do receptor do GLP-1 e os antagonistas não esteroidais do receptor mineralocorticoide, como a finerenona. O diagnóstico precoce baseia-se na avaliação periódica da taxa de filtração glomerular estimada (TFGe) e da albuminúria, permitindo intervenções oportunas que reduzem o risco de insuficiência renal terminal e eventos cardiovasculares. O presente artigo revisa os principais aspectos epidemiológicos, fisiopatológicos, diagnósticos e terapêuticos da DRC associada ao diabetes mellitus, enfatizando os avanços recentes e as perspectivas futuras no manejo dessa importante condição clínica.
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