QUÃO HOMENS SÃO OS GAYS?
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.039-007Palavras-chave:
Masculinidade, Performatividade, ResistênciaResumo
O presente artigo analisa a construção social da masculinidade e suas expressões plurais a partir da questão problematizadora “quão homens são os gays?”. A investigação, de abordagem qualitativa e natureza bibliográfica, fundamenta-se em autores como Judith Butler (2019), Raewyn Connell (2015), Michel Foucault (1988) e Pierre Bourdieu (1999), que compreendem o gênero como produção cultural e o poder como prática simbólica. A análise evidencia que a masculinidade hegemônica não é um dado natural, mas o resultado de um processo histórico sustentado por normas de virilidade e pela dominação patriarcal. Ao questionar esse modelo, os corpos gays emergem como sujeitos de ruptura, capazes de performar novas sensibilidades e ressignificar o masculino a partir da diferença. A reflexão aponta que a performatividade, enquanto gesto ético, transforma a existência em espaço político e subverte os mecanismos que produzem exclusão. Nesse contexto, a masculinidade deixa de ser sinônimo de força ou controle e passa a significar liberdade, afeto e coragem de existir fora das fronteiras normativas. Conclui-se que reconhecer masculinidades diversas é reconhecer o próprio direito de ser humano em sua totalidade.
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