TIRZEPARTIDA: CONTRA-INDICAÇÕES E FATORES DETERMINANTES AOS EFEITOS COLATERAIS

Autores/as

  • Murilo Dias Gomes Autor
  • Beatriz de Souza Cardoso Autor
  • Gessiane Pacheco Fernandes Autor
  • Kaio César Martins Silva Autor
  • Raphael Campos dos Santos Autor
  • Carolina Vitoratto Grunewald Autor
  • Rebeca Samantha Martelet David Autor
  • Barbara Bottega Autor
  • Janaina Zimpel Nascimento Autor
  • Fernanda Oliveira Demarchi Autor
  • Janaína Gomes da Rocha Autor
  • Priscilla Cordeiro de Oliveira Autor
  • Lucas dos Santos Silva Autor

DOI:

https://doi.org/10.63330/aurumpub.024-021

Palabras clave:

Metabolismo, Glicemia, Anorexígeno, Esvaziamento gástrico

Resumen

A tirzepatida é um fármaco inovador com mecanismo de ação duplo, atuando como agonista dos receptores do GLP-1 (péptido semelhante ao glucagon 1) e GIP (péptido inibidor da gastrina), indicado para o controle glicêmico em pacientes com diabetes tipo 2 e redução de peso em indivíduos obesos ou com sobrepeso associado a comorbidades como hipertensão ou dislipidemia. O mecanismo de ação promove a secreção de insulina de forma glicose-dependente, reduz a secreção de glucagon, reduz o apetite e retarda a evacuação gástrica, garantindo eficácia tanto no controle metabólico quanto na perda ponderal. É imprescindível destacar detalhadamente as contra-indicações ao seu uso, classificadas em absolutas e relativas. As contra-indicações absolutas incluem alergia grave ao fármaco ou seus excipientes, síndrome do intestino pseudo-obstruído, histórico de neoplasia pancreatíca e gravidez/aleitamento, situações em que o risco associado supera completamente o benefício terapêutico. Já as contra-indicações relativas compreendem doença pancreática crônica não tratada, doenças gastrointestinais crônicas (como úlcera péptica ou doença de Crohn), insuficiência renal grave (TFG <30 mL/min/1,73m²), bradicardia sintomática e uso em menores de 18 anos, exigindo avaliação individual do benefício-risco e monitoramento rigoroso. Além disso, os fatores que determinam a ocorrência de efeitos colaterais, sendo os mais frequentes de natureza gastrointestinal (náusea, vômitos, diarreia), cefaléia e reações no local de aplicação. O perfil do paciente influencia diretamente o risco: idosos acima de 75 anos, indivíduos com comorbidades como neuropatia gastrointestinal ou desnutrição, e aqueles com IMC >40 kg/m² apresentam maior suscetibilidade. Interações medicamentosas também são relevantes, especialmente com fármacos dependentes de motilidade gástrica para absorção, hipoglicemiantes e anticoagulantes, que podem aumentar o risco de hipoglicemia ou alterações na concentração plasmática. As particularidades terapêuticas, como dose inicial sem titulação gradual e duração prolongada do uso, ampliam a frequência de complicações.O objetivo do estudo é expor subsídios clínicos para a prescrição segura e eficaz da tirzepatida, minimizando riscos ao paciente por meio de screening pré-tratamento, monitoramento contínuo e ajustes terapêuticos adequados.

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Referencias

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Publicado

2025-12-17

Cómo citar

Gomes, M. D., Cardoso, B. de S., Fernandes, G. P., Silva, K. C. M., dos Santos, R. C., Grunewald, C. V., David, R. S. M., Bottega, B., Nascimento, J. Z., Demarchi, F. O., da Rocha, J. G., de Oliveira, P. C., & Silva, L. dos S. (2025). TIRZEPARTIDA: CONTRA-INDICAÇÕES E FATORES DETERMINANTES AOS EFEITOS COLATERAIS. Aurum Editora, 178-191. https://doi.org/10.63330/aurumpub.024-021

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