OBESIDADE E A SUA RELAÇÃO COM A SÍNDROME METABÓLICA

Autores

  • Davi Falcão Menezes Brilhante Autor
  • Murilo Dias Gomes Autor
  • Danilo Falcão Menezes Brilhante Autor
  • Bárbara Ponciano Lima Dias Autor
  • Fábia Lays Melo Autor
  • Fernanda Oliveira Demarchi Autor

DOI:

https://doi.org/10.63330/aurumpub.024-011

Palavras-chave:

Obesidade, Síndrome Metabólica, Resistência insulínica, Inflamação crônica, Doenças cardiovasculares

Resumo

A obesidade é uma condição caracterizada pelo acúmulo excessivo de tecido adiposo, que compromete a saúde e está associada a diversos distúrbios metabólicos. É um problema crescente em escala global, com impacto significativo na morbimortalidade, especialmente devido à sua estreita relação com a síndrome metabólica (SM). A SM é definida pela presença simultânea de múltiplos fatores de risco metabólicos, incluindo obesidade abdominal, hipertensão arterial, dislipidemia e hiperglicemia, que elevam substancialmente o risco de doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2. O tecido adiposo, especialmente o visceral, desempenha papel central na fisiopatologia da SM. A obesidade visceral promove a liberação aumentada de ácidos graxos livres e adipocinas pró-inflamatórias, como o fator de necrose tumoral alfa (TNF-α) e a interleucina-6 (IL-6), que desencadeiam um estado de inflamação crônica de baixo grau. Esse processo inflamatório contribui para a resistência à insulina, um dos mecanismos-chave na gênese da SM, que compromete a captação de glicose pelos tecidos periféricos, como músculo e fígado, favorecendo a hiperglicemia e disfunção metabólica. Além disso, a disfunção do tecido adiposo em indivíduos obesos resulta na incapacidade de armazenar gordura de forma adequada, levando ao acúmulo ectópico de lipídios em órgãos não adiposos, como fígado e músculos, o que agrava ainda mais a resistência insulínica e o perfil metabólico desfavorável. A SM, por sua vez, está associada a um aumento expressivo do risco cardiovascular, incluindo aterosclerose, doença arterial coronariana, acidente vascular cerebral e insuficiência cardíaca. O manejo da obesidade e da SM requer uma abordagem integrada, que envolva mudanças no estilo de vida, como dieta equilibrada e atividade física regular, além do uso de terapias farmacológicas quando indicadas e, em casos selecionados, a cirurgia bariátrica. A prevenção precoce e o controle adequado desses fatores são essenciais para reduzir a incidência de complicações metabólicas e cardiovasculares, melhorando a qualidade e a expectativa de vida dos pacientes. Dessa forma, compreender a inter-relação entre obesidade e síndrome metabólica é fundamental para o desenvolvimento de estratégias clínicas eficazes no enfrentamento dessas condições.

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Referências

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Publicado

2025-12-08

Como Citar

OBESIDADE E A SUA RELAÇÃO COM A SÍNDROME METABÓLICA. (2025). Aurum Editora, 97-104. https://doi.org/10.63330/aurumpub.024-011