DETECTAR PARA CUIDAR: O PAPEL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA NO RASTREAMENTO E DIAGNÓSTICO PRECOCE DO DIABETES MELLITUS
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.061-034Palabras clave:
Atenção Primária à Saúde, Diabetes mellitus, Diagnóstico precoce, Rastreamento, Saúde públicaResumen
Objetivou-se discutir o rastreamento e o diagnóstico precoce do Diabetes Mellitus, com ênfase no diabetes mellitus tipo 2, na Atenção Primária à Saúde, destacando fundamentos epidemiológicos, critérios atuais de rastreamento, métodos diagnósticos, desafios operacionais e implicações para a organização do cuidado no Sistema Único de Saúde. Trata-se de capítulo de caráter teórico-analítico, construído a partir de revisão narrativa fundamentada em diretrizes clínicas, documentos oficiais e literatura científica recente sobre epidemiologia do diabetes, prevenção, rastreamento e diagnóstico na APS. Os achados indicam que a alta prevalência do diabetes no Brasil, associada à frequência de casos assintomáticos e ao risco de complicações crônicas evitáveis, reforça a importância do diagnóstico precoce. Diretrizes recentes recomendam ampliação do rastreamento, com ênfase em adultos a partir de 35 anos e em indivíduos mais jovens com excesso de peso e fatores adicionais de risco. A glicemia de jejum e a hemoglobina glicada figuram como principais testes de triagem e confirmação, ainda que a escolha dependa da capacidade diagnóstica local. Observa-se, contudo, que a efetividade do rastreamento depende da articulação entre identificação precoce, confirmação laboratorial, continuidade do cuidado, educação em saúde e manejo longitudinal. Conclui-se que a Atenção Primária à Saúde constitui o cenário estratégico para consolidar linhas de cuidado mais oportunas e integrais, mas o êxito dessa agenda requer qualificação das equipes, organização de fluxos, infraestrutura laboratorial e sensibilidade às desigualdades sociais que atravessam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento.
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Referencias
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