INCLUSÃO ESCOLAR NA CULTURA DIGITAL: SENTIDOS DA INCLUSÃO EM TEMPOS DE CONECTIVIDADE
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.035-010Palabras clave:
Inclusão escolar, Cultura digital, Tecnologias digitais, Mediação pedagógica, Justiça educacionalResumen
A cultura digital tem reconfigurado profundamente as formas de interação social, produção de conhecimento e organização das práticas educativas, incidindo diretamente sobre os modos de compreender e efetivar a inclusão escolar. Em um cenário marcado pela ampliação do uso de tecnologias digitais, plataformas educacionais e ambientes conectados, a inclusão passa a ser tensionada por novas promessas de acesso, participação e personalização, ao mesmo tempo em que emergem riscos de padronização, controle e aprofundamento de desigualdades. Este capítulo tem como objetivo analisar os sentidos da inclusão escolar na cultura digital, compreendendo a tecnologia não como solução automática, mas como mediação sociopedagógica atravessada por disputas éticas, políticas e formativas. Ancorado em aportes da pedagogia crítica, da sociologia da educação e dos estudos críticos sobre tecnologia, o texto problematiza concepções instrumentais de inclusão digital, defendendo a inclusão escolar como projeto ético-político orientado pelo pertencimento, pela participação e pela formação humana. Dialogando com autores como Paulo Freire, Gert Biesta, Neil Selwyn, Carlos Skliar e Manuel Castells, argumenta-se que a inclusão na cultura digital exige mediação docente, intencionalidade pedagógica e compromisso com a justiça educacional. Conclui-se que os sentidos da inclusão em tempos de conectividade não se esgotam no acesso às tecnologias, mas se constroem nas relações pedagógicas, nas práticas escolares e nas escolhas éticas que orientam o uso das tecnologias no cotidiano educacional.
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