OS PROTOCOLOS CLÍNICOS DO RASTREAMENTO DO CÂNCER DE COLO UTERINO
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.014-046Palavras-chave:
Rastreamento, Câncer de colo do útero, Lesões pré-cancerosas, PrevençãoResumo
O rastreamento do câncer de colo do útero é uma estratégia de saúde pública essencial para a detecção precoce de lesões pré-cancerosas e cancerosas, visando reduzir a incidência e mortalidade da doença. No Brasil, o principal protocolo clínico é definido pelo Ministério da Saúde, que recomenda o exame preventivo Papanicolau como método primário. A população-alvo são mulheres de 25 a 64 anos que já iniciaram a atividade sexual. O exame inicial consiste em dois exames anuais consecutivos e, se ambos forem negativos, a frequência passa a ser a cada três anos. A coleta do Papanicolau deve ser realizada em unidades de saúde por profissionais capacitados, seguindo as técnicas adequadas para garantir a qualidade da amostra. Os resultados e as condutas variam: se negativo, segue o rastreamento de rotina; se houver alterações benignas, repete-se o exame em 6 meses ou 1 ano; em caso de lesões de baixo grau (LSIL), repete-se o exame em 6 meses ou realiza-se colposcopia; lesões de alto grau (HSIL) requerem colposcopia e biópsia para confirmação e tratamento; e câncer invasivo é encaminhado para tratamento oncológico. Testes de HPV-DNA têm sido incorporados em alguns protocolos, especialmente para mulheres acima de 30 anos, para aumentar a sensibilidade do rastreamento. A adesão ao rastreamento é fundamental, e campanhas de conscientização e facilitação do acesso aos exames são estratégias importantes para aumentar a cobertura e reduzir o impacto do câncer de colo do útero na população.
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