TRATAMENTO DA GONARTROSE: UM ESTUDO COMPARATIVO ENTRE ÁCIDO HIALURÔNICO E PLASMA RICO EM PLAQUETAS
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.014-037Palavras-chave:
Ácido hialurônico, Osteoartrite, Saúde óssea, Manejo, Eficácia clínicaResumo
A gonartrose, ou osteoartrite do joelho, é uma condição degenerativa que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, causando dor, limitação funcional e redução da qualidade de vida. Diante da crescente prevalência e do impacto significativo da gonartrose, diversas modalidades de tratamento têm sido investigadas, incluindo o uso de ácido hialurônico (AH) e plasma rico em plaquetas (PRP). O AH é uma substância naturalmente presente na cartilagem articular e no líquido sinovial, responsável por lubrificar e amortecer as articulações. A administração de AH exógeno visa restaurar as propriedades viscoelásticas do líquido sinovial, reduzir o atrito e aliviar a dor. Por outro lado, o PRP é uma solução concentrada de plaquetas obtida a partir do próprio sangue do paciente, rica em fatores de crescimento que estimulam a regeneração tecidual e modulam a inflamação. A injeção de PRP no joelho afetado pela gonartrose tem como objetivo promover a reparação da cartilagem e reduzir a dor. Estudos comparativos entre AH e PRP têm demonstrado resultados promissores em relação à redução da dor e melhora da função física em pacientes com gonartrose. Embora alguns estudos não tenham encontrado diferenças significativas entre os dois tratamentos, outros sugerem que o PRP pode ser mais eficaz em pacientes com graus mais avançados de osteoartrite ou com lesões condrais associadas. No entanto, é importante ressaltar que a eficácia do AH e do PRP pode variar dependendo de fatores como a gravidade da gonartrose, as características do paciente e o protocolo de tratamento utilizado. Apesar dos resultados eficazes, é fundamental reconhecer as limitações dos estudos sobre AH e PRP para gonartrose. Muitas pesquisas apresentam um tamanho de amostra relativamente pequeno, tempo de seguimento limitado e possíveis vieses, o que pode comprometer a validade dos resultados. Além disso, a heterogeneidade entre os estudos em termos de critérios de inclusão, protocolos de tratamento e medidas de desfecho dificulta a comparação e a síntese dos resultados. Em suma, tanto o AH quanto o PRP representam opções de tratamento promissoras para a gonartrose, com potencial para aliviar a dor e melhorar a função física. No entanto, é necessário considerar as limitações dos estudos existentes e individualizar a escolha do tratamento com base nas características do paciente e na gravidade da doença. Estudos futuros com amostras maiores, seguimento mais prolongado e metodologia rigorosa são necessários para confirmar os benefícios e esclarecer as limitações do AH e do PRP no tratamento da gonartrose.
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