SÍNDROME CORONARIANA AGUDA: DESAFIOS E ESTRATÉGIAS DE MANEJO

Autores

  • Francisco Caubi Moreira Filho Autor
  • Sérgio dos Santos Oliveira Autor
  • João Pedro Alves Leal Pereira Autor
  • Andreia Wronski Autor
  • Beatriz Barros Machado Autor
  • Cayo dos Santos Autor
  • Mariluz Albina Salinas Barea Autor
  • Ronaldo Alconz Céspedes Autor
  • Renêe Dominik Carvalho Pereira Osório Autor

DOI:

https://doi.org/10.63330/aurumpub.014-055

Palavras-chave:

Angina instável, Eletrocardiograma, Intervenção coronária percutânea

Resumo

A Síndrome Coronariana Aguda (SCA) engloba um espectro de condições cardíacas graves, caracterizadas pela redução abrupta do fluxo sanguíneo para o miocárdio, resultando em isquemia e potencial necrose. Essa síndrome manifesta-se em diferentes formas, incluindo angina instável, infarto agudo do miocárdio com elevação do segmento ST (IAMCSST) e infarto agudo do miocárdio sem elevação do segmento ST (IAMSEST), cada qual com nuances diagnósticas e terapêuticas distintas. A aterosclerose, processo inflamatório crônico que leva à formação de placas de gordura nas artérias coronárias, é a principal causa da SCA. A ruptura ou erosão dessas placas desencadeia a formação de trombos, obstruindo o fluxo sanguíneo e comprometendo a oxigenação do músculo cardíaco. A apresentação clínica da SCA é variável, mas a dor torácica é o sintoma mais comum, frequentemente descrita como aperto, pressão ou queimação, irradiando-se para os membros superiores, mandíbula ou dorso. No entanto, manifestações atípicas, como dispneia, desconforto epigástrico, náuseas, vômitos ou síncope, podem ocorrer, especialmente em idosos, mulheres e diabéticos, dificultando o diagnóstico. O eletrocardiograma (ECG) é uma ferramenta diagnóstica fundamental na SCA, permitindo identificar padrões característicos que auxiliam na estratificação de risco e na tomada de decisões terapêuticas. A elevação do segmento ST no ECG sugere oclusão coronariana aguda, indicando a necessidade de intervenção imediata para restabelecer o fluxo sanguíneo. O tratamento da SCA visa aliviar a dor, interromper a progressão da isquemia, limitar o tamanho do infarto e prevenir complicações. A terapia medicamentosa inclui antiagregantes plaquetários, anticoagulantes, nitratos e betabloqueadores, que atuam na estabilização do paciente e na prevenção de eventos trombóticos. A revascularização miocárdica, por meio de intervenção coronária percutânea (ICP) ou terapia trombolítica, é essencial para restaurar o fluxo sanguíneo e minimizar o dano ao músculo cardíaco. A ICP, que consiste na angioplastia com implante de stent, é o método preferencial de revascularização, especialmente no IAMCSST.

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Publicado

2025-11-19

Como Citar

SÍNDROME CORONARIANA AGUDA: DESAFIOS E ESTRATÉGIAS DE MANEJO. (2025). Aurum Editora, 635-645. https://doi.org/10.63330/aurumpub.014-055