HANSENÍASE NA ATENÇÃO PRIMÁRIA: VIGILÂNCIA E PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.061-013Palavras-chave:
Hanseníase, Atenção Primária à Saúde, Diagnóstico Precoce, Vigilância de Contatos, Incapacidade FísicaResumo
Este capítulo analisa o papel da Atenção Primária à Saúde na detecção oportuna, vigilância de contatos, tratamento, manejo de reações e prevenção de incapacidades relacionadas à hanseníase no Sistema Único de Saúde. Trata-se de estudo teórico-reflexivo, fundamentado em documentos técnico-normativos nacionais e internacionais sobre hanseníase, vigilância, cuidado clínico e organização da rede de atenção. Os resultados indicam que, embora a hanseníase possua diagnóstico predominantemente clínico e tratamento efetivo disponível no SUS, persistem desafios relacionados ao atraso diagnóstico, à investigação insuficiente de contatos, à insegurança profissional para realização do exame dermatoneurológico, ao manejo de reações hansênicas e à prevenção de incapacidades físicas. Destaca-se que a eliminação da hanseníase como problema de saúde pública não depende apenas da redução de coeficientes epidemiológicos, mas da capacidade da APS de reconhecer precocemente sinais clínicos, articular vigilância territorial, enfrentar o estigma, garantir longitudinalidade e coordenar fluxos com serviços especializados. Conclui-se que o fortalecimento da APS, associado à educação permanente, ao apoio matricial, à qualificação dos registros e à priorização de territórios vulneráveis, é essencial para interromper a transmissão, reduzir sequelas e assegurar cuidado integral, equitativo e humanizado às pessoas afetadas pela hanseníase.
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Referências
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