SAÚDE MENTAL NA EDUCAÇÃO BÁSICA: SUBJETIVIDADE, SOFRIMENTO E CUIDADO NAS TRAMAS DA ESCOLA CONTEMPORÂNEA
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.056-001Palavras-chave:
Saúde Mental, Educação Básica, Sofrimento PsíquicoResumo
A intensificação das fragilidades emocionais no interior da educação básica tem revelado uma realidade marcada pelo crescimento do sofrimento psíquico entre estudantes e profissionais da educação. Ansiedade, exaustão emocional, automutilação, insegurança afetiva, desmotivação escolar e adoecimento docente passaram a compor, de maneira cada vez mais evidente, o cotidiano das instituições de ensino. Este estudo analisa criticamente as relações entre subjetividade, precarização das condições de existência, cultura do desempenho, medicalização da vida e enfraquecimento dos vínculos humanos no contexto escolar contemporâneo. A pesquisa caracteriza-se como bibliográfica, de abordagem qualitativa, fundamentada em referenciais da educação, psicologia, sociologia e filosofia contemporânea. As análises evidenciam que o sofrimento emocional presente na escola não pode ser interpretado como manifestação isolada do indivíduo, mas como expressão das desigualdades sociais, das pressões produtivistas e das transformações culturais que atravessam a vida contemporânea. Conclui-se que promover saúde mental na escola exige práticas pedagógicas humanizadoras, fortalecimento das redes de cuidado, valorização docente e construção de ambientes educativos sustentados pela escuta, acolhimento e dignidade humana.
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