O MANEJO DO ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO NO DEPARTAMENTO DE EMERGÊNCIA

Autores

  • Vanessa Batista Rasia Pruss Autor
  • Rosangela Lobo Teixeira Zizler Autor
  • Rosane Pereira da Silva Autor
  • Eduardo Henrique Pereira Vieira Autor
  • Vanessa Batista Pereira Autor

DOI:

https://doi.org/10.63330/aurumpub.006-016

Palavras-chave:

Trombo, Ruptura de aneurisma, Acidente vascular encefálico, Risco cardiovascular

Resumo

Este estudo revisa o manejo atual do acidente vascular cerebral (AVC), destacando a importância da rapidez na intervenção para minimizar danos neurológicos irreversíveis. A abordagem diagnóstica inicia com uma avaliação neurológica completa, seguida de uma tomografia computadorizada (TC) de crânio para diferenciar entre AVC isquêmico e hemorrágico. A TC é crucial para guiar as estratégias terapêuticas e descartar outras condições com sintomas semelhantes. No AVC isquêmico, o foco está na restauração do fluxo sanguíneo cerebral. A trombólise intravenosa com alteplase, dentro da janela terapêutica ideal (geralmente até 4,5 horas do início dos sintomas), é a principal intervenção, visando dissolver o coágulo que obstrui o vaso sanguíneo. Entretanto, critérios de inclusão e exclusão rigorosos devem ser seguidos para minimizar riscos. Para casos selecionados, a trombectomia mecânica, que remove fisicamente o coágulo, oferece uma alternativa ou complemento à trombólise, especialmente em oclusões de grandes vasos. O manejo do AVC hemorrágico concentra-se no controle da pressão arterial para prevenir a expansão do hematoma intracraniano. Medicamentos anti-hipertensivos são administrados cautelosamente para evitar hipotensão. Em casos selecionados, a cirurgia (craniotomia) pode ser necessária para evacuar o hematoma ou reparar o vaso rompido. Independentemente do tipo de AVC, o suporte vital é essencial, incluindo monitorização cardíaca e respiratória, controle glicêmico e prevenção de complicações como trombose venosa profunda e úlceras de pressão. Após a fase aguda, a reabilitação multidisciplinar, incluindo fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia, é fundamental para a recuperação funcional e a melhoria da qualidade de vida. A reabilitação precoce e intensiva demonstra resultados positivos na recuperação neurológica e na independência funcional dos pacientes. O artigo enfatiza a necessidade de protocolos clínicos padronizados, treinamento adequado da equipe médica e acesso rápido aos recursos diagnósticos e terapêuticos para otimizar o manejo do AVC e melhorar o prognóstico.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Referências

Giles MF, Rothwel PM. Measuring the prevalence of stroke. Neuroepidemiology. 2008;30(4):205-6.

World Health Organization. The atlas of heart disease and stroke [Internet]. Geneva: WHO; 2008.

Cruz KC, Diogo MJ. Evaluation of functional capacity in elders with encephalic vascular accident. Acta Paul Enferm. 2009;22(5):666-72.

Scalzo PL, De Souza ES, Moreira AGO, Vieira DAF. Qualidade de vida em pacientes com Acidente Vascular Cerebral: clínica de fisioterapia Puc Minas. Betim. Ver Neuroci. 2010;18(2):139-44.

2:139-144p. Kong KH, Yang SY. Health-related quality of life among chronic stroke survivors attending a rehabilitation clinic. Singapore Med J. 2006;47(3):2138.

Grenthe Olsson B, Sunnerhagen KS. Functional and cognitive capacity and health-related quality of life 2 years after day hospital rehabilitation for stroke: a prospective study. J Stroke Cerebrovasc Dis. 2007;16(5):208-15.

Aprile I, Di Stasio E, Romitelli F, Lancellotti S, Caliandro P, Tonali P, et al. Effects of rehabilitation on quality of life in patients with chronic stroke. Brain Inj. 2008;22(6):451-6.

Gunaydin R, Karatepe AG, Kaya T, Ulutas O. Determinants of quality of life (QoL) in elderly stroke patients: a short-term follow-up study. Arch Gerontol Geriatr. 2011;53(1):19-23.

Ciconelli RM, Ferraz MB, Santos W, Meinão I, Quaresma MR. [Brazilian- portuguese version of the SF-36. A reliable and valid quality of life outcome measure]. Ver Bras Reumatol. 1999;39(3):143-50. Portuguese.

Williams LS, Weinberger M, Harris LE, Clark DO, Biller J. Development of a stroke-specific quality of life scale. Stroke. 1999;30(7):1362-9.

Erban P, Woertgen C, Luerding R, Bogdahn U, Schlachetzki F, Horn M. Long- term outcome after hemicraniectomy for space occupying right hemispheric MCA infarction. Clin Neurol Neurosurg. 2006;108(4):384-7.

Mahoney FI, Barthel DW. Functional evaluation: The Barthel index. Md State Med J.1965;14:61-5.

Gorenstein C, Andrade LH. [Beck depression inventory: psychometric properties of the portuguese version]. Ver Psiquiatr Clin (São Paulo). 1998;25(5):245-50. Portuguese.

Beck AT, Ward CH, Mendelson M, Mock J, Erbaugh J. Na inventory for measuring depression. Arch Gen Psychiatry. 1961;4:561-71.

Gray LJ, Sprigg N, Bath PM, Boysen G, De Deyn PP, Leys D, et al. Sex differences in quality of life in stroke survivors: data from the Tinzaparin in Acute Ischaemic Stroke Trial (TAIST). Stroke. 2007;38(11):2960-4.

Nir Z, Greenberger C, Bachner YG. Profile, burden and quality of life of Israeli stroke survivor caregivers: a longitudinal study. J Neurosci Nurs. 2009;41(2):92- 105.

Lotufo PA, Goulart AC, Bensenor IM. Race, gender and stroke subtypes mortality in São Paulo, Brasil. Arq Neuropsiquiatr. 2007;65(3B):752-7.

Neau JP, Ingrand P, Mouille-Brachet C, Rosier MP, Couderq C, Alvarez A, et al. Functional recovery and social outcome after cerebral infarction in young adults. Cerebrovasc Dis.1998;8(5):296-02.

Perlini NM, Mancussi e Faro AC. [Taking care of persons handicapped by cerebral vascular accident at home: the familial caregiver activity]. Ver Esc Enferm USP. 2005;39(2):154-63. Portuguese

Lima ML. Qualidade de vida de indivíduos com acidente vascular encefálico e de seus cuidadores. [dissertação]. Ribeirão Preto (SP): Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina; 2010. 124p.

Madden S, Hopman WM, Bagg S, Verner J, O’Callaghan CJ. Functional status and health-related quality of life during inpatient stroke rehabilitation. Am J Phys Med Rehabil. 2006;85(10):831-8.

Cordini KL, Oda EY, Furlanetto LM. Qualidade de vida de pacientes com história prévia de acidente vascular encefálico: observação de casos. J Bras Psiquiatr. 2005;54(4):312-7.

Lee AC, Tang SW, Tsoi TH, Fong DY, Yu GK. Predictors of poststroke quality of life in older Chinese adults. J Adv Nurs. 2008;65(3):554-64.

Costa F, Oliveira S, Magalhães P, Costa B, Papini R, Silveira M, et al. [The Pelotas adult population knowledge about stroke]. J Bras Neurocirurg. 2008;19(1):31-7. Portuguese.

Downloads

Publicado

2025-06-23

Como Citar

O MANEJO DO ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO NO DEPARTAMENTO DE EMERGÊNCIA. (2025). Aurum Editora, 209-220. https://doi.org/10.63330/aurumpub.006-016

Publicações do mesmo autor