O CHOQUE DE IDENTIDADE SOCIAL NA EDUCAÇÃO INFANTIL: DO SEU MUNDO SINGULAR AO MUNDO PLURAL DO COMPARTILHAMENTO

Autores/as

  • Marco Antônio Teixeira de Paula Autor
  • Silvia Clicia Corrêa dos Santos de Paula Autor

DOI:

https://doi.org/10.63330/armv2n8-009

Palabras clave:

Educação Infantil, Egocentrismo, Identidade Social, Mediação

Resumen

O presente artigo analisa o processo de transição da criança do micromundo familiar, marcado inicialmente por experiências relacionais centradas em suas necessidades, desejos e percepções, para o ambiente coletivo e plural da educação infantil. A entrada na instituição escolar constitui uma importante transição existencial, sociocognitiva e afetiva, na medida em que a criança passa a vivenciar um espaço compartilhado por múltiplos sujeitos, diferentes perspectivas, regras, valores, culturas e formas de interação. Esse deslocamento produz um verdadeiro choque de identidade social, pois exige a progressiva superação da centralidade do “eu” e a construção da capacidade de reconhecer o outro como sujeito autônomo, portador de intenções, necessidades e direitos. Fundamentado na psicogenética de Jean Piaget, na teoria histórico-cultural de Lev Vygotsky e nas contribuições contemporâneas da sociologia da infância de Anete Abramowicz, o estudo compreende que o desenvolvimento infantil ocorre mediante a articulação entre processos cognitivos, afetivos, sociais e culturais. A partir de Piaget, evidencia-se a importância da descentração cognitiva e da reorganização das estruturas mentais diante das exigências do compartilhamento, da convivência com diferentes perspectivas e da necessidade de respeitar regras coletivas. Em diálogo com Vygotsky, destaca-se que capacidades como cooperação, autorregulação, linguagem e compreensão das relações sociais são constituídas inicialmente no plano das interações e posteriormente internalizadas pela criança, ressaltando-se, assim, o papel fundamental da mediação cultural e pedagógica. Nesse processo, a escola configura-se como o primeiro espaço público formal de convivência da criança e assume uma função que ultrapassa a simples adaptação comportamental ou a transmissão de conteúdos. Conclui-se que o choque de identidade social vivenciado na passagem do mundo singular para o mundo plural constitui um processo complexo de reorganização psíquica, cognitiva, afetiva e social.

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Referencias

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Publicado

2026-08-25

Cómo citar

de Paula, M. A. T., & de Paula, S. C. C. dos S. (2026). O CHOQUE DE IDENTIDADE SOCIAL NA EDUCAÇÃO INFANTIL: DO SEU MUNDO SINGULAR AO MUNDO PLURAL DO COMPARTILHAMENTO. Aurum Revista Multidisciplinar, 2(8), e262163. https://doi.org/10.63330/armv2n8-009

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