A GESTÃO ESCOLAR COMO PRODUTORA DE PERTENCIMENTO OU SOFRIMENTO INSTITUCIONAL: ENTRE A DEMOCRACIA E AS RELAÇÕES DE PODER NA ESCOLA CONTEMPORÂNEA
DOI:
https://doi.org/10.63330/armv2n5-049Palabras clave:
Gestão escolar, Democracia, Relações de poder, Sofrimento institucional, PertencimentoResumen
O presente artigo propõe uma reflexão crítica acerca da gestão escolar como elemento central na constituição das inter-relações humanas, dos vínculos institucionais e da cultura organizacional do contexto escolar. Parte-se da compreensão de que a gestão educacional não se limita aos processos administrativos, burocráticos e pedagógicos, mas operacionaliza diretamente na produção de pertencimento, reconhecimento e integração coletiva, podendo também desencadear fragmentações, conflitos e sofrimento institucional. A partir de referenciais teóricos consagrados da educação, da sociologia e da filosofia, discute-se os tensionamentos entre modelos de gestão democrática e práticas de liderança marcadas por autoritarismo, clientelismo político e hierarquização das inter-relações humanas. O estudo analisa ainda como determinadas formas de gestão impactam o clima organizacional, a valorização dos trabalhadores da escola e o cumprimento da função social fática da instituição educativa. Conclui-se que a qualidade ética das relações estabelecidas pela gestão escolar influencia diretamente a saúde institucional da escola, bem como sua capacidade de constituir-se enquanto espaço democrático, humanizado e socialmente ressignificado.
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