A INCLUSÃO DE CRIANÇAS SURDAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL: PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E DESAFIOS NA CONSTRUÇÃO DE UMA EDUCAÇÃO INCLUSIVA
DOI:
https://doi.org/10.63330/armv2n6-012Palavras-chave:
Inclusão, Surdez, Educação Infantil, LIBRAS, Práticas pedagógicasResumo
O presente artigo tem como objetivo analisar as práticas pedagógicas voltadas à inclusão de crianças surdas na Educação Infantil, identificando os principais desafios enfrentados por professores e instituições no processo de construção de uma educação verdadeiramente inclusiva. A pesquisa parte do pressuposto de que a inclusão vai além da inserção física do aluno surdo na sala de aula regular, exigindo adaptações curriculares, formação docente especializada e a valorização da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) como primeira língua da criança surda. A metodologia adotada é de natureza qualitativa, com abordagem bibliográfica, fundamentada em autores como Skliar (1997; 2015), Lacerda (2006; 2016), Quadros (1997; 2019) e Mantoan (2003), bem como nas legislações vigentes, especialmente a Lei nº 10.436/2002 (Lei de LIBRAS), o Decreto nº 5.626/2005, a Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015) e a Lei nº 14.191/2021, que institui a modalidade de educação bilíngue de surdos. Os resultados indicam que, apesar dos avanços legais e políticos, ainda persistem lacunas significativas na formação de professores, na disponibilização de intérpretes de LIBRAS e na elaboração de práticas pedagógicas que respeitem a identidade e a cultura surda. Conclui-se que a efetivação da inclusão requer um compromisso coletivo entre família, escola e poder público, além de uma reestruturação das concepções pedagógicas que ainda tratam a surdez como deficiência a ser corrigida, e não como diferença linguística e cultural a ser respeitada.
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