PESQUISA CIENTÍFICA COMO PRINCÍPIO FORMATIVO: O PROFESSOR PESQUISADOR E A PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO NA ESCOLA
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.057-007Palavras-chave:
Formação docente, Prática reflexiva, Produção do conhecimento, Professor pesquisador, Pesquisa científicaResumo
A complexidade dos desafios educacionais contemporâneos exige uma nova compreensão acerca do papel do professor na sociedade do conhecimento. Nesse contexto, o docente deixa de ser compreendido apenas como transmissor de conteúdos previamente estabelecidos e passa a assumir uma postura investigativa, crítica e reflexiva diante das situações vivenciadas no cotidiano escolar. A pesquisa científica, portanto, configura-se como um princípio formativo essencial, capaz de fortalecer a autonomia intelectual do professor, ampliar sua capacidade de problematização da realidade e favorecer a construção de práticas pedagógicas mais conscientes e transformadoras. O presente capítulo tem como objetivo discutir a pesquisa científica como elemento constitutivo da formação docente, analisando a construção do professor pesquisador e o papel da escola como espaço de produção do conhecimento. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, de natureza básica, com objetivos exploratórios e descritivos, desenvolvida por meio de revisão bibliográfica de obras clássicas e contemporâneas acerca da formação docente, da pesquisa educacional e da prática reflexiva. A discussão fundamenta-se nos estudos de Demo, Freire, Nóvoa, Schön, Stenhouse, Dewey, André, Lüdke, Gatti, Boaventura de Sousa Santos, bem como nas contribuições de Oliveira e Gonzaga (2012) sobre a educação científica e o estágio com pesquisa na formação de professores. Os resultados da reflexão teórica evidenciam que a constituição do professor pesquisador demanda a superação de uma prática docente baseada na reprodução de conhecimentos, defendendo uma atuação profissional pautada pela investigação, pela reflexão crítica e pela capacidade de produzir saberes a partir da própria experiência educativa. Conclui-se que a pesquisa, quando incorporada à identidade profissional docente, fortalece a autonomia, a formação continuada e o compromisso do professor com uma educação democrática, crítica e socialmente comprometida. Dessa forma, a escola deixa de ser apenas um espaço de aplicação de teorias produzidas externamente e passa a ser reconhecida como um ambiente legítimo de investigação, produção científica e transformação da realidade.
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Referências
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