A EXPERIÊNCIA ESTÉTICA NA INFÂNCIA: O CICLO DA BORBOLETA COMO CAMINHO POÉTICO E FORMATIVO
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.067-111Palabras clave:
Arte e natureza, Ciclo da borboleta, Educação Infantil, Experiência estética, Investigação infantil, Práticas pedagógicasResumen
A experiência estética na Educação Infantil constitui terreno fértil para a construção de aprendizagens significativas, especialmente quando articula investigação, natureza e expressão artística. Este estudo justifica-se pela necessidade de compreender como práticas pedagógicas que integram ciência e arte podem favorecer o desenvolvimento sensível, cognitivo e investigativo das crianças, superando abordagens mecanicistas e fragmentadas do currículo. O problema central que orienta a pesquisa é: de que maneira uma experiência estética, estruturada a partir do ciclo da borboleta, pode contribuir para a ampliação do olhar investigativo e da expressão poética das crianças na Educação Infantil. O objetivo geral consiste em analisar os efeitos educativos de um ateliê temático sobre o ciclo da borboleta, articulando exploração da natureza, coleta de materiais e criação artística. Os objetivos específicos incluem: compreender como as crianças atribuem significados aos elementos naturais; identificar processos de investigação desencadeados pela atividade; examinar a relação entre expressão estética e construção de conhecimento científico. A pesquisa, de natureza qualitativa, empregou observação direta, rodas de conversa, análise das produções infantis e registros do processo, seguindo referenciais de Dewey, Freire, Vygotsky e Ostetto. Os resultados evidenciam que a vivência estética promoveu uma aprendizagem integrada, aproximou as crianças da natureza, estimulou a investigação ativa e fortaleceu a autonomia criadora. Conclui-se que práticas pedagógicas interdisciplinares, que valorizam o tempo da experiência, ampliam repertórios culturais e contribuem de forma significativa para o desenvolvimento integral na primeira infância.
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