O ENSINO DE QUÍMICA EM TEMPO DE PANDEMIA: UMA INVESTIGAÇÃO ACERCA DAS CONCEPÇÕES DOS PROFESSORES DA REDE ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DA CIDADE DE FLORIANO/PI
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.035-077Palabras clave:
Docentes de química, Pandemia, Escola da rede estadual, Ensino-aprendizagemResumen
O presente capítulo discute os impactos da pandemia de COVID-19 no campo educacional, com ênfase no ensino de Química no ensino médio da rede pública, destacando os desafios enfrentados por professores e alunos diante da adoção emergencial de práticas de ensino remoto. Inicialmente, evidencia-se que a crise sanitária, além de seus efeitos na saúde pública, provocou profundas transformações nos sistemas educacionais em escala global, afetando bilhões de estudantes e exigindo rápidas adaptações por parte das instituições de ensino.
Nesse contexto, o isolamento social impulsionou a incorporação de tecnologias digitais como principal meio de continuidade das atividades escolares. Contudo, tal transição evidenciou desigualdades estruturais já existentes, sobretudo no que se refere ao acesso à internet, dispositivos tecnológicos e suporte familiar, ampliando as dificuldades no processo de ensino-aprendizagem. A realidade brasileira, em particular, revelou fragilidades históricas, como a ausência de políticas públicas efetivas e a desigualdade no acesso à educação de qualidade.
O capítulo também apresenta experiências internacionais e nacionais, demonstrando diferentes estratégias adotadas para mitigar os impactos da pandemia, como o uso de plataformas digitais, transmissões televisivas e materiais impressos. No Brasil, estados adotaram soluções diversas, que incluíram desde o ensino remoto mediado por tecnologias até ações voltadas à formação docente e distribuição de recursos didáticos.
No que se refere ao ensino de Química, destaca-se que a disciplina, historicamente considerada complexa por muitos estudantes, enfrentou desafios ainda maiores no contexto remoto, especialmente pela limitação de atividades práticas e pela necessidade de maior contextualização dos conteúdos. Nesse sentido, reforça-se a importância de metodologias dinâmicas, interdisciplinares e contextualizadas, capazes de promover uma aprendizagem significativa.
Metodologicamente, o estudo baseia-se em uma abordagem qualitativa, de caráter descritivo, utilizando pesquisa bibliográfica e de campo, com aplicação de questionários e observação. Os resultados apontam dificuldades como a baixa participação dos alunos, limitações tecnológicas e desafios na adaptação docente às novas ferramentas digitais. Por outro lado, evidenciam também esforços dos professores em reinventar suas práticas pedagógicas e manter o vínculo com os estudantes.
Por fim, o capítulo conclui que a pandemia, apesar de seus efeitos negativos, trouxe importantes reflexões sobre a necessidade de inovação no ensino, o fortalecimento do uso das tecnologias educacionais e a urgência de políticas públicas que promovam maior equidade no acesso à educação. Dessa forma, aponta-se para a construção de um novo cenário educacional, mais inclusivo, flexível e alinhado às demandas contemporâneas.
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