JOGOS, BRINQUEDOS E BRINCADEIRAS COMO PRÁTICAS ANTIRRACISTAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.035-011Palabras clave:
Educação Infantil, Jogos, Brincadeiras, Antirracismo, Cultura Afro-brasileira, Lúdicidade, Prática DocenteResumen
Este artigo analisa o papel dos jogos, brinquedos e brincadeiras como dispositivos pedagógicos para a promoção de uma educação infantil antirracista. A discussão está fundamentada na legislação educacional brasileira em especial a Constituição Federal de 1988, o Estatuto da Criança e do Adolescente, as Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Infantil (2009), a Base Nacional Comum Curricular (2017), bem como as Leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008 e em referenciais teóricos que compreendem a infância como tempo de construção simbólica, identitária e social. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa, apoiada em estudos acadêmicos, documentos oficiais e relatos de experiência, buscando compreender como práticas lúdicas atravessadas pela ancestralidade africana e afro-brasileira podem contribuir para o fortalecimento da autoestima, para a valorização da diversidade e para o enfrentamento do racismo estrutural desde os primeiros anos de vida. Além de revisar os fundamentos teóricos, o trabalho apresenta propostas pedagógicas detalhadas, oficinas de brinquedos tradicionais, jogos de tabuleiro africanos, rodas culturais, contação de histórias, projetos interdisciplinares e acervos literários, e discute desafios e possibilidades para a prática docente. Conclui-se que a ludicidade, compreendida como prática cultural, política e pedagógica, é caminho estratégico para consolidar uma educação infantil inclusiva, democrática e comprometida com a equidade racial e a justiça social.
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