TECNOLOGIAS ASSISTIVAS E JOGOS DIGITAIS ADAPTATIVOS NO ENSINO DE CRIANÇAS COM TEA

Autores

  • Adeneide Monteiro Guimarães Autor
  • Ivanete Barbosa Silva Autor
  • Cristina Naves de Deus Autor
  • Luciéte Carmen Gomes de Oliveira Autor
  • Vagner Caldeira de Souza Autor
  • Anjelita Maria de Santana Gomes Autor
  • Graziely Gomes Vieira Autor
  • Marly da Cunha Monteiro Autor

DOI:

https://doi.org/10.63330/aurumpub.022-006

Palavras-chave:

Transtorno do Espectro Autista, Aprendizagem personalizada, Tecnologias assistivas

Resumo

O uso de tecnologias assistivas e jogos digitais adaptativos tem se mostrado uma estratégia inovadora e eficaz no processo de ensino e aprendizagem de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Essas ferramentas permitem a personalização das atividades educacionais, considerando as necessidades, ritmos e estilos de aprendizagem individuais. As tecnologias assistivas — como softwares interativos, dispositivos de comunicação alternativa e recursos visuais — favorecem a autonomia, a atenção e o engajamento dos alunos. Já os jogos digitais adaptativos proporcionam experiências lúdicas e motivadoras, ajustando níveis de dificuldade e feedbacks conforme o desempenho do usuário, o que estimula o desenvolvimento cognitivo, social e emocional. Além disso, promovem a inclusão escolar ao possibilitar maior participação e interação no ambiente educacional. A integração dessas tecnologias ao currículo requer formação docente e planejamento pedagógico, garantindo que sejam utilizadas como instrumentos mediadores e não apenas como entretenimento. Conclui-se que o uso articulado de tecnologias assistivas e jogos adaptativos representa um avanço significativo na educação inclusiva, contribuindo para práticas mais acessíveis, equitativas e centradas na potencialidade de cada criança com TEA.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Referências

AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais – DSM-5. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2013.

BRINCADILHAR: vivências. Uberlândia: Universidade Federal de Uberlândia, 2021.

BRASIL. Ministério da Educação. Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Brasília: MEC/SEESP, 2008.

CASTRO, L. S.; MUNIZ, M. P. Jogos digitais adaptativos: interfaces inclusivas para o autismo. Revista de Educação e Tecnologia Inclusiva, v. 5, n. 2, p. 34–51, 2020.

CARVALHO, R. M. et al. Projeto Brincar e Aprender: desenvolvimento de jogos digitais para crianças com TEA. Revista Brasileira de Educação Especial, v. 28, n. 3, p. 245–262, 2022.

DUARTE, M. F. A. Adaptação curricular para estudantes com autismo: contribuições para a prática docente. Revista de Educação Inclusiva, v. 11, n. 2, p. 58–74, 2023.

FERREIRA FILHO, A. M. et al. Jogo de tabuleiro como ferramenta terapêutica para crianças com TEA. Revista Brasileira de Terapias Cognitivas, v. 18, n. 1, p. 1–10, 2022.

FIGUEIREDO, D.; SOUZA, T. Jogos digitais personalizados no processo de ensino de crianças autistas. Cadernos de Educação e Tecnologia, v. 16, n. 1, p. 22–39, 2021.

FILIPEK, P. A. et al. A comprehensive review of the diagnosis and treatment of autism spectrum disorder. Journal of Autism and Developmental Disorders, v. 53, p. 123–136, 2023.

FREITAS, M. L.; MEDEIROS, L. M. Tecnologias digitais no ensino de alunos com TEA: desafios e contribuições. Revista Educação e Sociedade Contemporânea, v. 12, n. 1, p. 85– 99, 2022.

GOMES, L. R.; LIMA, P. H.; PEREIRA, A. M. O ambiente lúdico na aprendizagem de crianças com TEA. Revista Brasileira de Educação Inclusiva, v. 27, p. 207–219, 2019.

KISHIMOTO, T. M. O brincar e suas teorias. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2010.

LOPES, A. C.; FERREIRA, D. M. Formação de professores e inclusão digital: perspectivas e limites. Revista Educação e Políticas em Debate, v. 11, n. 2, p. 181–195, 2022.

MACHADO, M. L. Educação inclusiva: desafios e possibilidades. 3. ed. Campinas: Autores Associados, 2017.

MANTOAN, M. T. E. Inclusão escolar: o que é? por quê? como fazer?. São Paulo: Moderna, 2003.

MIRANDA, L. R. Jogos digitais como instrumento de avaliação pedagógica em crianças com autismo. Revista Psicopedagogia, v. 36, n. 2, p. 89–98, 2019.

MITTLER, P. Educação inclusiva: contextos sociais. Revista Brasileira de Educação, v. 22, p. 23–36, 2003.

NOGUEIRA, J. F.; LOPES, V. R. Práticas pedagógicas inclusivas no ensino infantil. Revista Educação e Práxis, v. 14, n. 1, p. 73–88, 2021.

OLIVEIRA, M. C. Jogos lúdicos adaptados no ensino de crianças com autismo. Revista de Educação Especial, v. 22, n. 2, p. 55–67, 2016.

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS). Autism Spectrum Disorders. Geneva: WHO, 2023. Disponível em: https://www.who.int. Acesso em: 20 ago. 2025.

SANTOS, J. A.; FERREIRA, R. L. Jogos digitais na educação especial: estratégias para o ensino de alunos com autismo. Revista Práxis Educacional, v. 17, n. 3, p. 133–150, 2021.

SCHMIDT, C. Educação inclusiva e adaptação curricular. Revista Formação Docente, v. 8, n. 1, p. 122–137, 2016.

SILVA, M. R. A importância das atividades lúdicas na formação social da criança com TEA. Revista Psicologia e Educação, v. 6, n. 2, p. 42–53, 2019.

SILVA, P. R.; ALMEIDA, R. M. Políticas públicas e formação docente para a educação inclusiva. Revista Ensino em Perspectivas, v. 4, n. 2, p. 145–159, 2020.

SOUZA, A. R.; ROCHA, E. M. Jogos tradicionais como estratégia de inclusão. Revista Brasileira de Educação Especial, v. 25, n. 1, p. 89–102, 2019.

UFPA – Universidade Federal do Pará. Projeto de jogos digitais para o ensino de matemática a estudantes com autismo. Belém: UFPA, 2021.

VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1991.

YANAZE, M. R. et al. Jogos digitais e interações sociais de crianças com autismo: estudo de caso na UFRN. Revista Educação & Tecnologia, v. 18, n. 2, p. 172–185, 2023.

Publicado

2025-11-18

Como Citar

TECNOLOGIAS ASSISTIVAS E JOGOS DIGITAIS ADAPTATIVOS NO ENSINO DE CRIANÇAS COM TEA. (2025). Aurum Editora, 118-131. https://doi.org/10.63330/aurumpub.022-006