DA VULNERABILIDADE AO PLANEJAMENTO: COMO A ATENÇÃO PRIMÁRIA PODE TRANSFORMAR DESIGUALDADES EM PRIORIDADES DE CUIDADO
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.068-083Palavras-chave:
Atenção Primária à Saúde, Determinantes Sociais da Saúde, Equidade em Saúde, Planejamento em SaúdeResumo
O capítulo discute como informações sobre vulnerabilidade social podem ser convertidas em decisões de planejamento na Atenção Primária à Saúde. Trata-se de revisão bibliográfica narrativa de caráter teórico-aplicado, apoiada em estudos brasileiros sobre Estratégia Saúde da Família, Programa Mais Médicos, PMAQ-AB, Programa Saúde na Escola, saúde bucal, deficiência e desigualdades de acesso. O objetivo é demonstrar que reconhecer Determinantes Sociais da Saúde não é suficiente se renda, raça/cor, escolaridade, ruralidade, deficiência e condições territoriais não modificarem a distribuição de recursos, profissionais, metas e estratégias assistenciais. As evidências mostram que políticas com desenho redistributivo ampliaram cobertura em áreas menos favorecidas, reduziram desigualdades na distribuição médica e diminuíram diferenças de desempenho entre equipes. Também persistem gradientes de acesso relacionados a renda, raça/cor, gênero e deficiência. Propõe-se uma lógica de planejamento em que territorialização, estratificação de vulnerabilidades, busca ativa, financiamento diferenciado e monitoramento desagregado orientem decisões locais. Conclui-se que equidade se torna prática de gestão quando as desigualdades deixam de ser apenas descritas e passam a definir prioridades concretas de alocação e acompanhamento.
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