QUANDO O TERRITÓRIO ADOECE: MUDANÇAS AMBIENTAIS, VULNERABILIDADE SOCIAL E RESPOSTAS DA ATENÇÃO PRIMÁRIA
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.068-081Palavras-chave:
Atenção Primária à Saúde, Mudanças Climáticas, Território, Vulnerabilidade SocialResumo
O capítulo discute como mudanças ambientais e eventos climáticos extremos se convertem em problemas de saúde quando atravessam territórios marcados por desigualdades sociais. Trata-se de uma revisão bibliográfica narrativa, construída a partir de estudos brasileiros recentes sobre calor, enchentes, secas, queimadas, mortalidade, saúde mental, desfechos materno-infantis e danos à infraestrutura do Sistema Único de Saúde. O objetivo é analisar de que modo o território organiza exposição, proteção e capacidade de recuperação e discutir respostas possíveis da Atenção Primária à Saúde. A literatura mostra que idade, raça/cor, renda, escolaridade, moradia, mobilidade e disponibilidade de serviços modificam a intensidade dos danos. Também evidencia que os eventos ambientais podem ampliar demandas ao mesmo tempo em que comprometem unidades, transporte, abastecimento e continuidade terapêutica. Defende-se uma APS capaz de integrar vigilância ambiental, informação epidemiológica e conhecimento territorial, antecipando riscos e organizando respostas proporcionais às vulnerabilidades locais. O capítulo conclui que resiliência climática no SUS depende menos de ações isoladas durante emergências e mais de planejamento territorial contínuo, comunicação de risco, busca ativa e articulação intersetorial.
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