A DOCÊNCIA NA ERA DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: POSSIBILIDADES, LIMITES ÉTICOS E DESAFIOS PARA A PRÁTICA PEDAGÓGICA
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.074-004Palavras-chave:
Ética digital, Formação docente, Tecnologias educacionaisResumo
A expansão da inteligência artificial (IA) no campo educacional tem provocado mudanças nas formas de ensinar, aprender, planejar e avaliar, trazendo novas possibilidades para o trabalho docente e, ao mesmo tempo, questionamentos sobre seus limites e implicações éticas. A utilização de ferramentas capazes de produzir textos, organizar informações, elaborar atividades e oferecer respostas automatizadas exige uma reflexão sobre o papel do professor na mediação do conhecimento e na formação crítica dos estudantes. Nesse contexto, o presente estudo tem como objetivo analisar as possibilidades, os limites éticos e os desafios da inteligência artificial para a prática pedagógica, considerando seus impactos sobre a autonomia docente, o planejamento educacional, os processos de ensino e aprendizagem e a avaliação escolar. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica e documental, de abordagem qualitativa e caráter descritivo-exploratório, fundamentada em produções científicas e documentos institucionais relacionados à inteligência artificial, à formação de professores e à educação contemporânea. A discussão da literatura aponta que essas tecnologias podem contribuir para a diversificação de estratégias didáticas, a elaboração de recursos pedagógicos, a personalização de determinadas atividades e a otimização de tarefas administrativas. Entretanto, também são identificados desafios relacionados à confiabilidade das informações produzidas, à proteção de dados pessoais, aos vieses algorítmicos, às desigualdades de acesso e ao risco de dependência tecnológica. Destaca-se, ainda, a necessidade de formação continuada que permita aos professores compreender o funcionamento, as potencialidades e as limitações dessas ferramentas, utilizando-as de maneira crítica e responsável. Conclui-se que a integração da inteligência artificial à educação deve estar subordinada às finalidades pedagógicas e aos princípios éticos que orientam a formação humana, preservando a autonomia profissional, a participação dos estudantes e a centralidade das relações educativas.
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