O PARADOXO DA INCLUSÃO: COMO PROMOVER UMA EDUCAÇÃO INCLUSIVA SEM COMPROMETER A SAÚDE MENTAL DOS PROFESSORES?
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.057-014Palavras-chave:
Educação inclusiva, Formação continuada, Políticas educacionais, Saúde mental docenteResumo
A construção de uma educação inclusiva representa um dos maiores desafios das políticas educacionais contemporâneas, especialmente diante da necessidade de garantir o direito à aprendizagem de todos os estudantes sem desconsiderar as condições de trabalho dos docentes. Este capítulo tem como objetivo analisar o paradoxo existente entre a ampliação das práticas inclusivas e a preservação da saúde mental dos professores, discutindo os fatores que influenciam esse processo e as estratégias capazes de promover maior equilíbrio entre inclusão, qualidade do ensino e bem-estar profissional. A metodologia adotada consiste em uma revisão narrativa da literatura, fundamentada em produções científicas nacionais e internacionais publicadas nos últimos anos, além da análise de documentos legais e políticas públicas relacionadas à educação inclusiva e à valorização docente. Os resultados evidenciam que a ausência de formação continuada específica, a sobrecarga de trabalho, a escassez de recursos pedagógicos, o aumento das demandas burocráticas e o insuficiente suporte institucional favorecem o desenvolvimento de estresse ocupacional, ansiedade e esgotamento emocional entre os professores. Conclui-se que a efetivação da inclusão escolar depende de políticas integradas que articulem investimentos em infraestrutura, equipes multiprofissionais, formação permanente, gestão escolar participativa e ações voltadas à promoção da saúde mental docente, possibilitando uma educação inclusiva sustentável e socialmente comprometida.
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