ONDE SE VIVE, COMO SE ADOECE: FATORES SOCIAIS E TERRITORIAIS ASSOCIADOS AO AVC NO BRASIL

Autores

  • Silas Antonio Pereira Autor
  • Renata Attili Maia Autor
  • Kaline Antunes dos Santos Almada Autor
  • Ivo Eduardo Amaral Vignardi Autor
  • Patrícia Michelassi Carrinho Aureliano Autor
  • Jaqueline de Brito Oliveira Autor
  • Maria Vitória Toledo Sequini Autor
  • Christiany Gomes de Souza Autor
  • Moises Marques da Silva Autor
  • Manoela Alzira da Silva Santos Autor
  • Thiago Cavalcante de Oliveira Autor
  • Vanessa Dias de Oliveira Justi Autor
  • Fabiula Paula Vieira Silva Autor
  • Carlo Frederico Machado de Azevedo Filho Autor
  • Vinicius de Lima Lovadini Autor

DOI:

https://doi.org/10.63330/aurumpub.061-033

Palavras-chave:

Acidente Vascular Cerebral, Desigualdades em saúde, Determinantes sociais da saúde, Mortalidade, Território

Resumo

Este capítulo discute os fatores sociais e territoriais associados à ocorrência e à mortalidade por acidente vascular cerebral (AVC) no Brasil, com ênfase nas desigualdades socioeconômicas, raciais, regionais e de acesso aos serviços de saúde. Trata-se de um estudo de natureza teórico-reflexiva, estruturado a partir de revisão narrativa de literatura científica recente e de documentos institucionais relevantes, incluindo estudos epidemiológicos brasileiros, análises espaciais e relatórios internacionais sobre determinantes sociais da saúde. A síntese evidencia que o AVC permanece como importante problema de saúde pública no país, mesmo diante de reduções parciais de mortalidade em séries históricas, e que sua distribuição acompanha clivagens de renda, escolaridade, raça/cor, envelhecimento populacional, infraestrutura sanitária e acessibilidade territorial ao cuidado. Os achados indicam que municípios e regiões com piores indicadores socioeconômicos tendem a apresentar maiores taxas de mortalidade, enquanto barreiras geográficas, urbanas e organizacionais limitam o acesso oportuno ao manejo do evento agudo. Além disso, desigualdades na oferta de serviços especializados, na mobilidade urbana e na qualidade da informação em saúde reforçam a persistência de iniquidades nos desfechos. Conclui-se que a redução da carga do AVC no Brasil depende da articulação entre prevenção de fatores de risco, fortalecimento da atenção primária, regionalização da atenção às urgências, qualificação dos sistemas de informação e enfrentamento estrutural das desigualdades sociais e territoriais. A análise reafirma a centralidade do SUS como política redistributiva e destaca a necessidade de incorporar a equidade como eixo organizador das linhas de cuidado do AVC.

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Referências

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Publicado

2026-07-17

Edição

Seção

Capítulos

Como Citar

Pereira, S. A., Maia, R. A., Almada, K. A. dos S., Vignardi, I. E. A., Aureliano, P. M. C., Oliveira, J. de B., Sequini, M. V. T., de Souza, C. G., da Silva, M. M., Santos, M. A. da S., de Oliveira, T. C., Justi, V. D. de O., Silva, F. P. V., de Azevedo Filho, C. F. M., & Lovadini, V. de L. (2026). ONDE SE VIVE, COMO SE ADOECE: FATORES SOCIAIS E TERRITORIAIS ASSOCIADOS AO AVC NO BRASIL. Aurum Editora (e-Books), 375-382. https://doi.org/10.63330/aurumpub.061-033

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